quarta-feira, janeiro 22, 2014

Como se vive das apostas na Internet

Para se viver de apostas desportivas é preciso esquecer preferências clubísticas e estudar a fundo a estatística.

O ronco do Ferrari Testarossa 355 anuncia a chegada de Paulo Rebelo. A partir daí, o aparato no sítio marcado para a entrevista é inevitável. Uma equipa feminina alemã de natação pede para ser fotografada ao lado do carro, antes de perguntar aos jornalistas se o dono da bomba é uma estrela da bola portuguesa. Paulo Rebelo não é jogador de futebol, mas é apostador profissional do desporto-rei. Sem saberem, as alemãs não se enganaram assim tanto.

O rendimento deste apostador profissional não andará longe daqueles que jogam dentro das quatro linhas. Aliás, quando certo dia fez uma prospeção sobre os salários dos jogadores da liga portuguesa descobriu que ganhava mais em frente ao monitor do que aquele que mais ganhava a marcar golos no relvado. Desde os 23 anos que Paulo Rebelo – hoje com 29 anos – vive das apostas on-line (através da bolsa de apostas Betfair) mas aos doze já depositava o dinheiro que recebia em certificados de aforro para comprar brinquedos. Foi por isso que o filho de uma funcionária pública e de um vendedor, nascido no Porto, naturalmente optou pelo curso de Gestão quando chegou à universidade. Agora divide-se entre a Invicta, Londres e Madrid – onde tem casa própria –, porque as ligas espanhola e inglesa dão mais rentabilidade e assistir aos jogos nos locais onde acontecem é beneficiar de um sinal mais rápido. A fração de segundos que ganha em relação aos apostadores que estão a assistir aos jogos noutros cantos do Mundo permite-lhe mais lucros.

Para trás ficaram oportunidades de trabalho mais certas, mas menos lucrativas. "Fui um dos dez melhores alunos do curso e, tal como os meus colegas, recebi convites para trabalhar em bancos, consultoras, mas nessa altura já nenhuma das empresas conseguia igualar aquilo que eu ganhava. E mesmo que superasse, a verdade é que continuaria a fazer o que faço." E aquilo que faz é mais complexo do que apostar quem ganha ou perde determinado jogo. As variáveis são mais do que o número de pés que chutam a bola nos relvados. O primeiro a marcar, o último a golear, cartões, faltas, cantos e livres – tudo são exemplos de mercados em que é possível apostar, ao segundo.

BOLSAS DE APOSTAS Paulo é também trader: alguém que além de apostar pode ‘comprar e vender’ apostas de outros apostadores numa bolsa de apostas (numa casa de apostas só é possível fazer apostas simples). E o que é isto de comprar e vender apostas? "Se apostar contra um acontecimento (o empate, por exemplo) está a comprar uma acção. Quando aposta a favor de um acontecimento (aposto a favor do empate) está a vender uma acção."Nessa lógica, "o trader ganha dinheiro se conseguir vender mais caro do que aquilo que compra", explica o maior apostador profissional português. "Funciona exactamente da mesma maneira que uma bolsa de acções, como o PSI 20 ou a Euronext."Desta forma é possível ganhar dinheiro independentemente do resultado do jogo – porque aquilo que se faz é movimentar acções. Paulo Rebelo é rico, muito rico, mas não gosta de falar de luxos. Nem do dinheiro que acumula ao final de cada semana – é semanalmente que são geridas as carteiras dos apostadores. Tem mais um Ferrari na garagem além daquele que endoideceu Belém na manhã da entrevista, mas recusa dizer quantos carros – a sua paixão – lhe fazem companhia. "Teria de contar os que tenho nas várias cidades onde moro, mas posso dizer que muitos são clássicos que restaurei." Em cada uma das cidades onde mora lá fora também tem equipas a trabalhar para si. Se numa primeira fase era Paulo que fazia todo o trabalho de pesquisa – a organização estatística de todo o histórico dos jogos dos clubes em questão –, agora essa tarefa está nas mãos de colaboradores fiéis. "Faço questão de estar sempre informado dos mercados, mas o único trabalho que tenho é escolher os jogos que quero acompanhar." À família teve, no início, a dificuldade de explicar que "as apostas não eram uma coisa que se fazia numa cave ilegal. Estava longe da imagem idílica que tinham criado para o meu futuro, e hoje, apesar de perceberem o meu trabalho, ficariam felizes da vida se lhes dissesse que ia trabalhar para um banco". Para tornar mais aceite a profissão que escolheu criou a Associação Nacional de Apostadores Profissionais e fóruns na internet onde a comunidade se junta para trocar opiniões. Para o currículo ficou um jogo memorável em 2011, entre o Bilbau e o Getafe, em que conseguiu 36 mil euros, graças a um canto do Bilbau no último minuto (a probabilidade que era atribuída para o empate neste jogo era 95%, mas Paulo arriscou na vitória do Bilbau). "Não fiz nada para ter este dom, mas nasceu comigo o talento para com base no que aconteceu no passado conseguir prever o futuro. Também é preciso controlo emocional, que me permite não ficar demasiado eufórico quando ganho dinheiro nem deprimido quando perco." Para isso aconselha os iniciados a não apostarem no clube do coração."No início apostava naquilo que eu queria que acontecesse e não naquilo que eu achava que ia acontecer. Apostava sempre que o Benfica ia ganhar, mesmo que estivesse a perder por dois golos, tinha sempre a esperança de que desse a volta." Numa primeira fase proibiu-se de o voltar a fazer "até ter maturidade para discernir a emoção da razão. Tive de me convencer que o facto de apostar contra o Benfica não alterava em nada o facto do clube ganhar ou não o jogo".

JOGO DE PORTUGAL No quarto de Roberto Teixeira estava tudo pronto para o jogo Portugal-Luxemburgo, às 18h00 de quarta-feira. Saído do emprego na Junta de Freguesia de São João da Talha – onde trabalha no departamento da juventude –, o apostador não demora cinco minutos até abrir a porta do prédio. Os dois monitores (também há um portátil algures) e o ecrã da televisão sintonizam-se para começar aquilo a que chama o seu part-time. Tem 26 anos e começou em 2009 a fazer apostas desportivas.Seis minutos depois do início do jogo já estava meio milhão de euros a circular na bolsa de apostas. De auscultadores nos ouvidos e microfone direccionado, Roberto vai comunicando com os outros apostadores. O software que permite as apostas tem quadrados com valores em que Roberto vai clicando com segurança e rapidez. Um segundo é tudo para perder ou ganhar e o stress sente-se no quarto a cada pontapé na bola. As transacções vão-se sucedendo e o apostador vai tentando a sua sorte à medida que o tempo vai avançando. Aos 26 minutos, o mercado do jogo já movimenta um milhão de euros, "apesar do jogo não ser dos melhores para apostar". A vitória quase certa de Portugal baixou a parada e Roberto decide apostar no mercado dos golos. No final do jogo conseguiu 80 euros. "Neste part-time eu é que decido se quero ou não trabalhar, sabendo que em noventa minutos de jogo consigo ganhar mais do dobro do que ganho no meu trabalho a tempo inteiro. E isto sem apostar muito dinheiro, tenho uma gestão de banca muito rígida", explica Roberto. Ao ordenado de 600 euros na Junta soma outro na ordem dos 800 euros nas apostas. "Tenho sempre 100 euros na minha conta da Betfair e sei que consigo pelo menos uma rentabilidade de 10% num jogo, que é aquilo que nenhum banco me consegue dar em noventa minutos." Além de apostar no futebol, Roberto Teixeira também arrisca a sorte nos dardos, um mercado mais concorrido em Inglaterra.

APOSTADOR DISCRETOEm Inglaterra vive quase a tempo inteiro Pedro, porque é a liga inglesa que mais lucro lhe dá. "Percebi que não podia estar dependente das resoluções do Governo [o Estado pretende legislar a exploração e a prática de jogos online]. Em Inglaterra está tudo regulamentado. As casas de apostas pagam ao Estado e cobram 5% aos apostadores, um valor que vai aumentando em função dos lucros", explica.Pedro não revela o apelido porque prefere passar despercebido. É também por isso que esconde os olhos atrás de uns aerodinâmicos óculos escuros. "As pessoas têm dificuldade em perceber a felicidade dos outros" – confessa.Hoje com 40 anos, Pedro era um treinador sem vencimento num clube alentejano que não tinha verbas para ordenados quando conheceu a história de Paulo Rebelo, em Janeiro de 2010. Antes, tinha usado as contra-apostas para pagar algumas contas, mas a história de Paulo mostrou-lhe que era possível ganhar dinheiro independentemente do resultado final do jogo, através da compra e venda de apostas. "Andei a estudar como reduzir o risco e aumentar o dinheiro que punha no mercado – comecei com dois euros. Reduzi o risco quando a probabilidade de haver um golo era maior do que não haver, nomeadamente quando há bolas paradas. Não estamos a apostar que vai haver golo ou não, vamos dizer que há mais ou menos probabilidade de haver golo. É essa variação que nos dá dinheiro. Finalmente conseguia ganhar dinheiro com o futebol, ao fim de seis meses consegui mil euros com aquilo, depois dois mil euros e por aí fora". Daí a explorar o correct score (mercado do resultado justo ou certo) – que tem menor liquidez (menos dinheiro em jogo) mas mais variação de mercado – foi um passo. "Permite-nos ganhar 10 mil ou 100 mil por cento em poucos minutos. Nada depende da sorte ou do azar mas sim de concentração e disciplina." Um jogo São Paulo-Ponte Preta deu-lhe dinheiro para uma viagem com a mulher e os lucros de um Benim-Argélia incentivaram-no a comprar um Porsche. "A minha vida mudou muito, mas o maior luxo é poder ter a minha família sempre comigo e acompanhar o crescimento dos meus filhos, porque sou o patrão de mim próprio e sou eu que defino quando trabalho."

domingo, maio 05, 2013

Em época de crise nada melhor do que puxar pela cabeça para encontrar outras formas de 'entrar' mais algum em casa. Por pouco que seja é sempre uma ajuda na redução das despesas. Eu decidi iniciar-me nas apostas desportivas, aproveitando conhecer um pouco do assunto. Tive ainda a preocupação de me informar melhor com 2 amigos que já andam nisto há mais tempo, de forma a descobrir as melhores formas de apostar. Em 3 semanas as coisas até nem estão a correr mal, perdi algumas pequenas apostas, mas depressa comecei a recuperar e acho que já estou a apanhar o jeito.



Nestas três apostas arrisquei 20 €uros mas acabei por ganhar cerca de 70 €uros.

quarta-feira, agosto 01, 2012

23 SEMANAS DE GRAVIDEZ

Como tenho andado ausente do Pequeno Mundo, muitos poderão ainda não saber que vou ser pai novamente em Novembro. É verdade, a minha Babixa está já com 23 semanas. 
Não foi uma gravidez pensada, mas acabámos por decidir que não há alegria maior que os filhos, por isso é com muita alegria e ansiedade que esperamos pela Marta. 




terça-feira, julho 31, 2012

Dia Mundial do Orgasmo


                 Hoje comemora-se o “Dia Mundial do Orgasmo” 
  – ideia criada por uma rede de sex shops 
              com o intuito de venderem mais produtos eróticos.      
             
                 Vamos lá todos contribuir para a causa, vá!



A MENINA TONTA



A menina tonta passa metade do dia 
a namorar quem passa na rua, 
que a outra metade fica 
pra namorar-se ao espelho. 

A menina tonta tem olhos de retrós preto, 
cabelos de linha de bordar, 
e a boca é um pedaço de qualquer tecido vermelho. 

A menina tonta tem vestidos de seda 
e sapatos de seda, 
é toda fria, fria como a seda: 
as olheiras postiças de crepe amarrotado, 
as mãos viúvas entre flores emurchecidas, 
caídas da janela, 
desfolham pétalas de papel... 

No passeio em frente estão os namorados 
com os olhos cansados de esperar 
com os braços cansados de acenar 
com a boca cansada de pedir... 

A menina tonta tem coração sem corda 
a boca sem desejos 
os olhos sem luz... 

E os namorados cansados de namorar... 
Eles não sabem que a menina tonta 
tem a cabeça cheia de farelos.


Manuel Lopes da Fonseca

sábado, maio 05, 2012

Ainda sou do tempo em que comprar uma revista da Playboy era um misto entre perigo e prazer. A proibição de não ter idade para ver demasiado corpo em tanta página, e com sorte, uma ou outra parte apenas vista quando a televisão ficava ligada durante a madrugada e o saudoso canal 18 se estabilizava.

Tal eram os tempos, em que nem sequer havia uma edição portuguesa. Lá se encontrava uma inglesa ou brasileira (edições, claro está) e mostravam o que havia de melhor em comprar uma Playboy: corpos femininos desnudos. Era coisa de esconder a revista como uma bíblia em perseguições a católicos na Roma Antiga, mas desta vez, dos olhares jocosos e confrangedores de um elemento familiar qualquer.

Passa o tempo, passa o perigo de comprar uma revista para adolescentes – para adultos é um livro erótico, convenhamos – há uma em qualquer estação de serviço e já não há vergonha em comprá-la. Mas embora tenha ido à vida o aquilo que mais prazer dava em ter esta revista, apareceu uma coisa nova: a edição portuguesa. O que deixa uma pessoa a pensar, ‘’Ora então agora, que deixei de comprar a revista porque já tenho idade para a comprar, estes malandros, espetam-nos com miúdas portuguesas. Agora é que me lixei’’. E porquê? É simples. Existe em todo e qualquer homem, em maior ou menor dose, um sentimento telenovelístico. Gostar de mirar. De ver aquilo que não se vê no dia-a-dia. Ainda mais resumidamente, ver mamas de famosas. Ou rabos. Ou, muito sinceramente, qualquer famoso em trajes menores. O povo português então, que muito gosta de olhar para a relva da vizinha (sem trocadilho, por favor), adora ver que o famoso está nu. E é por isso que a Playboy portuguesa poderia ter um sucesso só alcançável ao predestinados.

No entanto, os senhores que decidem quem aparece na capa cometeram um erro gravíssimo: preocuparam-se mais em trazer famosas que a despi-las. E meus senhores, mais vale um peito nu incógnito que uma famosa com roupa suficiente para entrar numa igreja.

O que me levo à edição deste mês da famigerada revista. Na capa, Rita Pereira. Porreiro, pensa qualquer potencial comprador. E depois, percebe-se o porquê da revista vir rodeada de celofane. Publicidade enganadora. Vê-se um rabo, vê-se. Vêem-se costas, também. Tudo muito bom. Agora, e a nudez? Não há. E só se pode ver que não há depois de comprar a revista. É como comprar um Porsche e encontrar o motor de um carocha.

Sinto-me defraudado.


domingo, março 04, 2012

Sonho Estranho...


Eram perto das 4h da manhã quando me deitei. A meu lado dormia o meu filho e ao lado da cama dormia o meu cão. Lembro-me de pouco tempo depois acordar com a cama a tremer, tentei mexer-me mas o corpo não obedecia, parecia que uma força estranha me agarrava pelo pescoço e me paralisava por completo.
Tentei esticar os braços para acordar o meu filho, mas era inútil. O mais estranho é que eu sentia a minha mão chegar até ele, mas não o conseguia tocar. Senti então que o meu corpo se mexia, mas não era o meu verdadeiro corpo. Consegui levantar-me da cama e quando olhei, vi o meu corpo deitado e a dormir tranquilamente ao lado do meu filho e até o cão estava a dormir.
Entrei em pânico e a porta do quarto começou a abrir-se. Assustado, tentei empurrar a porta, mas não conseguia tocar nela sequer. Eu gritei pelo meu filho para o acordar mas apesar de eu ouvir os meus gritos, o quarto permanecia em silêncio, parecia que eu estava numa outra dimensão.
A porta abriu-se completamente e estava tudo escuro do outro lado, pensei que estava a acontecer algo terrivel mas não sabia ao certo o quê. Estava confuso e muito assustado. A porta fechou-se rapidamente como se uma forte rajada de vento passasse por mim.
Saltei para a cama e recordo que olhei para o lado e voltei a ver o meu filho a dormir, olhei para o outro e o cão também continuava a dormir, olhei para a fente e vi o meu rosto um pouco mais à frente, como se eu estivesse uns centimetros abaixo do meu corpo. Reparei que estava de olhos fechados e com um ar tranquilo, mas eu estava desesperado. De repente não me lembro de mais nada, senti uma calma imensa e tudo escuro.
Silêncio.
Fiquei uns segundos de olhos fechados a pensar no que haveria de fazer. Tinha medo que voltasse tudo de novo. Virei-me lentamente e estiquei a mão até ao meu filho. Fiz-lhe uma festa na cabeça e percebi que estava tudo bem. Sentei-me na cama e não vi nada de estranho no quarto. O meu filho suspirou e enroscou-se na almofada, o cão acordou, olhava para mim e percebi que tinha sido apenas um sonho. Um sonho estranho e muito real. Deitei-me novamente, coloquei o braço em volta do meu filho e fiquei até com medo de voltar a adormecer.
O mais estranho é que foi tudo tão real.

Tal como a noite em que meu pai apareceu e conversou comigo há 10 anos atrás.

sábado, fevereiro 04, 2012

TRABALHAR PARA SOBREVIVER

Há profissões onde se pode esperar um dia melhorar de vida ou até mesmo enriquecer.
Hoje dei por mim a pensar que nunca vou ficar rico a trabalhar...
Sim, sim, é verdade. Trabalho todos os dias, todas as semanas, todos os meses, vários anos a fio, mas para quê? Apenas para sobreviver. Sim, eu sei, é uma visão negativa e triste, mas é a mais pura verdade. Mesmo que eu não quisesse acreditar, bastaria olhar para os meus colegas que trabalham há mais de 20 anos comigo. Durante todos esses anos apenas sobrevivem, essa é a realidade da maioria da população não só deste pais, mas mundial. Sobrevive-se e o pior é que isso parece bastar....

sexta-feira, fevereiro 03, 2012

OBRAS PARADAS EM CACILHAS

Cacilhas .
Rua Cândido dos Reis, ou devo chamar-lhe rua da gravilha?
As obras começaram há alguns meses, fizeram-se buracos ao longo de toda a rua, mudaram-se condutas e esgotos. Foram tapando os buracos, colocaram gravilha ao longo de toda a rua e desde o inicio de Dezembro que nada mais se fez. Acabou o dinheiro para a obra? Não há alcatrão? A rua encontra-se encerrada a viaturas e os peões tem de andar em cima da gravilha. Quando vier a chuva vai ser lama e gravilha.










quinta-feira, fevereiro 02, 2012

ATRAVESSAR A ESTRADA

Este é apenas um exemplo de vários que existem por esse portugal fora.
Campo Pequeno, Avenida da República, vamos supor que quero atravessar de um passeio para o outro. Chego à passadeira, olho para o semáforo e espero o sinal verde... Quando este finalmente acende, começo a andar no meu psso largo. Quando chego a meio já o sinal para peões está vermelho. Opções... Ou páro e fico ali mais uma vez à espera, ou corro o resto de percurso na esperança de não levar com uma viatura.
Agora, eu imagino as pessoas de idade e crianças, dificilmente conseguem chegar sequer a meio da estrada.

terça-feira, janeiro 10, 2012

Tamara Gorro ganha "Bola de Ouro Rosa"

A modelo espanhola Tamara Gorro, namorada do Benfiquista, Ezequiel Garay, foi a vencedora de "Bola de Ouro Rose", o prémio das esposas e namoradas de jogadores de futebol mais bonitas e importantes do ano. Tamara obteve 27%, com mais de 32 votos a seu favor.
Em segundo lugar ficou a cantora Edurne, noiva de De Gea, com 17%, e Irina Shayk, a namorada de Cristiano Ronaldo, que teve 13%. Este é o primeiro nos últimos três anos em que a vencedora não é Argentina: Jessica Cirio em 2008, Luciana Salazar em 2009 e Zaira Nara em 2010.




sábado, dezembro 24, 2011

BEIJO LÉSBICO

Duas oficiais da Marinha norte-americana trocaram o primeiro beijo, em público, após a revogação, no passado mês de Setembro, da regra «Don't ask, don't tell», que permitia a entrada de homossexuais no Exército desde que a sua orientação sexual não fosse revelada.

Marissa Gaeta tinha acabado de desembarcar num cais do estado da Virgínia, após uma missão de quase três meses em alto mar, a bordo do navio USS Oak Hill, onde à sua espera estava a namorada Citlalic Snell, que também é militar mas encontrava-se vestida à civil.

Snell foi receber a sua companheira num dia de folga de serviço no contra-torpedeiro USS Bainbridge sendo uma das protagonistas do tradicional «primeiro beijo» em terra, pela primeira vez entre duas pessoas do mesmo sexo.
Pela primeira vez duas mulheres protagonizam a tradicional 'cerimónia do beijo' que marca regresso a casa dos navios da marinha.

sexta-feira, agosto 19, 2011

sábado, agosto 13, 2011

INCÊNDIO EM FÁBRICA NO BARREIRO


Um fogo de grandes dimensões foi à poucos minutos controlado pelos bombeiros, no parque industrial do Barreiro. A coluna de fumo negro podia ser vista de Lisboa, conforme vídeo amador.






Mais de 30 homens de três corporações de bombeiros estão neste momento a combater um incêndio numa empresa de tratamentos de resíduos sólidos no Quimiparque, parque empresarial do Barreiro.

(Vista da minha varanda em Almada)


Segundo o comandante dos Bombeiros de Sul e Sueste, António Reis, o incêndio "não irá provavelmente provocar danos na empresa", a IPODEC, mas ainda é cedo para qualquer avaliação.


As chamas estão a lavrar "a céu aberto" na zona de tratamento de cartão, contíguas às instalações da empresa, acrescentou a mesma fonte.

Atualmente, combatem as chamas os Bombeiros Voluntários do Sul e Sueste, Bombeiros Voluntários do Barreiro e Bombeiros Voluntários da Moita no total de 31 homens e 10 viaturas.

"Estamos a deslocar mais viaturas não pela grandeza do incêndio mas pelo tipo de combustível, que implica grande necessidade de água", afirmou António Reis


segunda-feira, agosto 08, 2011

ZX SPECTRUM


Agora são as consolas e os computadores com grande poder de processamento que fazem as delícias dos fãs dos videojogos. Os gráficos exigentes e os cenários realistas, os múltiplos acessórios ou mesmo sensores de movimento que dispensam o trabalho de segurar num comando.

Mas nem sempre foi assim.
Em tempos que já lá vão, quando os computadores pessoais ainda não estavam em tudo quanto é secretária de Portugal e os gráficos a três dimensões constituíam uma realidade pouco plausível, era com os jogos de 8 bits que se sonhava.

Manic Miner, Jumping Jack, Pac-Man, Chuckie Egg ou Back To Skool são alguns dos títulos que fizeram história no ZX Spectrum, marcando para sempre o ideário daqueles que aos 30 anos ainda são capazes de se perder a ver um bonequinho saltar de plataforma em plataforma, num cenário 2D a lembrar uma construção de Lego sem relevo.



Os fãs incondicionais deste tipo de plataformas ainda hoje recordam com saudade os momentos de expectativa em que ficavam "suspensos do barulho do gravador à espera de saber se o jogo tinha "entrado" ou não".

Mas nem tudo está perdido. Chegou a altura de tirar do armário esses recordes, conseguidos à custa de tanta hora colados às televisões, e ensinar a filhos, sobrinhos e conhecidos com quantos pixéis se faz uma vitória. Se, por outro lado, tem menos de 20 anos e não sabe do que falo, está na hora de descobrir.


É precisamente por aí que começamos, com uma proposta que promete acabar com esse tipo de problemas e garante uma utilização livre de "vestígios". O site em questão chama-se ZX Spectrum.net e será talvez um dos mais populares.

Para além da grande variedade de títulos e de o utilizador precisar apenas de um computador com ligação à Internet e suporte ao Flash para poder tirar partido da oferta, conta também com indicadores como quais os títulos que estiveram no top de vendas de ROMs para a plataforma - que podem ajudar os menos experientes a escolher.

Quem preferir criar a sua própria colecção de jogos para a plataforma lançada pela Sinclair em 1982, pode antes optar por fazer o download dos títulos num formato mais "actual" e de um emulador - um software que permita correr sobre o sistema operativo do seu actual computador os títulos criados para ZX Spectrum.


A possibilidade é oferecida por altruístas como o World of Spectrum, um site que disponibiliza mais de 9.600 títulos para download e emuladores para quase tudo quanto é plataforma que se preste a este fim. Advertimos no entanto para o facto de ser necessário verificar se os jogos em questão já se encontram livres de direitos de autor.


Saboteur

Paradise Café


O MAIOR HUMORISTA PORTUGUÊS

"Daqui a um ano, um ano e tal, o FC Porto já não fará parte do nosso campeonato. O campeonato do Sporting daqui a um ano ou dois será o Barcelona, o Ajax, o Real Madrid." - Carlos Barbosa, Vice-Presidente do Sporting CP

domingo, março 13, 2011

TABACARIA



      TABACARIA

    Não sou nada.
    Nunca serei nada.
    Não posso querer ser nada.
    À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

    Janelas do meu quarto,
    Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
    (E se soubessem quem é, o que saberiam?),
    Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
    Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
    Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
    Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
    Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
    Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

    Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
    Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
    E não tivesse mais irmandade com as coisas
    Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
    A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
    De dentro da minha cabeça,
    E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

    Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
    Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
    À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
    E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

    Falhei em tudo.
    Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
    A aprendizagem que me deram,
    Desci dela pela janela das traseiras da casa.
    Fui até ao campo com grandes propósitos.
    Mas lá encontrei só ervas e árvores,
    E quando havia gente era igual à outra.
    Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?

    Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
    Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
    E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
    Gênio? Neste momento
    Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
    E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
    Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
    Não, não creio em mim.
    Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
    Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
    Não, nem em mim...
    Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
    Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
    Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas -
    Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
    E quem sabe se realizáveis,
    Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
    O mundo é para quem nasce para o conquistar
    E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
    Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
    Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
    Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
    Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
    Ainda que não more nela;
    Serei sempre o que não nasceu para isso;
    Serei sempre só o que tinha qualidades;
    Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
    E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
    E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
    Crer em mim? Não, nem em nada.
    Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
    O seu sol, a sua chava, o vento que me acha o cabelo,
    E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
    Escravos cardíacos das estrelas,
    Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
    Mas acordamos e ele é opaco,
    Levantamo-nos e ele é alheio,
    Saímos de casa e ele é a terra inteira,
    Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

    (Come chocolates, pequena;
    Come chocolates!
    Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
    Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
    Come, pequena suja, come!
    Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
    Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
    Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

    Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
    A caligrafia rápida destes versos,
    Pórtico partido para o Impossível.
    Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
    Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
    A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
    E fico em casa sem camisa.

    (Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
    Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
    Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
    Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
    Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
    Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
    Ou não sei quê moderno - não concebo bem o quê -
    Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
    Meu coração é um balde despejado.
    Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
    A mim mesmo e não encontro nada.
    Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
    Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
    Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
    Vejo os cães que também existem,
    E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
    E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)

    Vivi, estudei, amei e até cri,
    E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
    Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
    E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
    (Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
    Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
    E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente

    Fiz de mim o que não soube
    E o que podia fazer de mim não o fiz.
    O dominó que vesti era errado.
    Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
    Quando quis tirar a máscara,
    Estava pegada à cara.
    Quando a tirei e me vi ao espelho,
    Já tinha envelhecido.
    Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
    Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
    Como um cão tolerado pela gerência
    Por ser inofensivo
    E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

    Essência musical dos meus versos inúteis,
    Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
    E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
    Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
    Como um tapete em que um bêbado tropeça
    Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

    Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
    Olho-o com o deconforto da cabeça mal voltada
    E com o desconforto da alma mal-entendendo.
    Ele morrerá e eu morrerei.
    Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
    A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
    Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
    E a língua em que foram escritos os versos.
    Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
    Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
    Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,

    Sempre uma coisa defronte da outra,
    Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
    Sempre o impossível tão estúpido como o real,
    Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
    Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

    Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
    E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
    Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
    E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.

    Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
    E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
    Sigo o fumo como uma rota própria,
    E gozo, num momento sensitivo e competente,
    A libertação de todas as especulações
    E a consciência de que a metafísica é uma consequência de estar mal disposto.

    Depois deito-me para trás na cadeira
    E continuo fumando.
    Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

    (Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
    Talvez fosse feliz.)
    Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
    O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
    Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
    (O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
    Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
    Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
    Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.

    Álvaro de Campos, 15-1-1928

sábado, março 12, 2011

A LUTA É ALEGRIA

GERAÇÃO À RASCA - MANISFESTAÇÃO







O Protesto Geração à Rasca foi inicialmente convocado por quatro jovens, através da Internet, para Lisboa e Porto, com um manifesto apelando à participação de “desempregados, ‘quinhentoseuristas’ e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal”.

Mas o que se viu hoje nas ruas foi algo muito além da geração mais jovem, a reclamar pelo seu futuro.

Em Lisboa, uma das 11 cidades onde decorreu o protesto, o desfile chegou ao Rossio por volta das 16h30, com um cordão de gente que nunca parou de crescer e que quase encheu a Avenida da Liberdade.

No Porto, a multidão obrigou a um plano B, para desviar o desfile para a Avenida dos Aliados.

A manifestação estava prevista para terminar na praça D. João I, mas a afluência de pessoas foi tão grande que os participantes, de todas as idades, seguiram para a Avenida dos Aliados, onde havia uma extensa lista de espera de inscrições para discursar.

Em Lisboa, o desfile começou de forma discreta, mas pessoas de todos os quadrantes políticos, da extrema-esquerda, à extrema-direita (embora sem políticos conhecidos presentes), de todas as idades, muitos reformados, muitos pais com crianças na mão e vários movimentos de cidadãos juntaram-se ao protesto.

Magalhães de Campos, 79 anos, vendedor reformado, quer um futuro para a juventude. Diana Simões, 19 anos, estudante de Direito, não quer empregos precários, nem recibos verdes. Alcino Pereira, 27 anos, carpinteiro no desemprego, quer um emprego. Estas são as razões de alguns dos manifestantes que abriram o desfile em Lisboa, que foi ganhando corpo à medida que o protesto descia a Avenida.

Com muita música, os manifestantes iniciaram de forma pacifica o desfile em frente ao cinema São Jorge, rumo ao Rossio.

Não havia figuras conhecidas da política portuguesa nas primeiras filas do desfile. Mas viam-se alguns políticos em meio aos manifestantes. O PCP fez-se representar pelos seus deputados mais jovens, Rita Rato, João Oliveira, Miguel Tiago e Bruno Dias. Também presentes estavam alguns elementos do Bloco de Esquerda, como a deputada Helena Pinto.

O desfile foi animado por palavras de ordem como "com precariedade não há liberdade", "fora com os ladrões" e "Portugal, Portugal, Portugal".

Em Coimbra a diversidade das gerações que se juntaram foi a marca da manifestação. Estudantes, professores contratados, pais ou irmãos de trabalhadores precários foram-se revezando na Praça da República, que nunca chegou a encher. A meio da tarde, iniciaram uma marcha não prevista em direcção à Câmara. A palavra de ordem: "O Povo unido jamais será vencido".

Antes, em Lisboa, por volta das 15h25, fez-se um estranho silêncio na marcha, quando um grupo de cerca de 20 jovens de cabeças rapadas e bandeiras negras chegaram à manifestação. Questionados pelos jornalistas sobre que movimento representavam, limitaram-se a dizer: "somos nacionalistas”. Este grupo acabou por entrar na coluna da manifestação sem problemas.

Houve ainda manifestações em outras cidades, como Braga, Faro, Castelo Branco, Funchal, Ponta Delgada e Leiria. Até fora do país houve protestos, como em Barcelona.

Numa iniciativa distinta, os professores realizaram hoje, em Lisboa, um plenário no Campo Pequeno, em protesto contra o Ministério da Educação.