terça-feira, março 03, 2009

NINO VIEIRA E GUINÉ-BISSAU

1980 - A 14 de Novembro de 1980, o Presidente Luís Cabral é derrubado por um golpe de estado chefiado pelo então primeiro-ministro Nino Vieira, separando a Guiné de Cabo Verde.

Nino Vieira acusa Luís Cabral de conduzir perseguições e massacres. Opositores e ex-soldados africanos que combateram ao lado de Portugal, são algumas das vitimas desses massacres.

1991 -
Em 1991 sob a direcção de Nino Vieira dá-se a abertura para a constituição de um regime democrático, começando a surgir novos partidos políticos.

1998 -
Em Junho de 1998, na sequência de uma sublevação militar comandada pelo brigadeiro Ansumane Mané, o presidente Nino Vieira apela à intervenção do Senegal e da Guiné-Conakry, que enviam tropas em seu socorro, nomeadamente o Senegal.

1999 -
Em Maio de 1999, o brigadeiro Ansumane Manéa toma o poder, e Nino Vieira refugia-se em Portugal.

2000 -
Após um breve período de transição, em Janeiro de 2000 dão-se novas eleições que conduzem Kumba Ialá à presidência da república.

Ansumane Mané é abatido a tiro a 30 de Novembro de 2000 por Forças Armadas fiéis a Kumba Ialá.

2003 -
Kumba Ialá, é deposto a 14 de Setembro de 2004, por um golpe militar liderado pelo Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas da Guiné-Bissau, general Veríssimo Correia Seabra, à frente de um Comité Militar para a Restauração da Ordem Constitucional e Democrática.

2004 - Em 28 de Março 2004 decorrem novas eleições parlamentares que dão a vitória ao PAIGC, Carlos Gomes Júnior, é nomeado Primeiro Ministro.

O general Veríssimo Correia Seabra, é morto por um grupo de revoltosos a 6 de Outubro de 2004. Tagmé Na Waie é nomeado Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas.


2005 - Nino Vieira regressado à Guine após 6 anos de exílio, concorre e ganha as eleições para presidente da republica em Junho de 2005, demite o primeiro ministro e cria um novo governo.


2009 - Nino Vieira é assassinado.


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João Bernardo Vieira, mais conhecido por Nino Vieira ou Kabi Nafantchamna, foi por três vezes presidente da República da Guiné-Bissau.

Vieira voltou à cena política em meados de 2005, quando venceu a eleição presidencial apenas seis anos depois de ser expulso durante uma guerra civil que pôs fim a 19 anos de poder.

Electricista de formação, Vieira se afiliou ao Partido Africano para a Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC) de Amílcar Cabral em 1960 e rapidamente se tornou peça-chave da guerra de guerrilha do país contra o regime colonista português.

À medida em que a guerra se intensificou, ele demonstrou habilidade como líder militar e rapidamente subiu na cadeia de comando. Vieira era conhecido por seus camaradas como "Nino" e esse permaneceu seu nome de guerra enquanto durou a luta.

Em 14 de Novembro de 1980, Vieira derrubou o governo de Luís Cabral em um golpe militar sem derramamento de sangue, o que levou à desvinculação do PAIGC de Cabo Verde, que preferiu se tornar um partido separado.

A Guiné-Bissau, como o resto da África subsaariana, foi em direcção à democracia multipartidária no começo dos anos 90. A proibição de partidos políticos terminou em 1991 e houve eleições em 1994. No primeiro turno das eleições presidenciais, em 3 de Julho, Vieira receber 46,20% dos votos, concorrendo com outros sete candidatos. Ele acabou em primeiro lugar, mas não conseguiu ganhar a necessária maioria, o que levou a um segundo turno em 7 de Agosto. Recebeu 52,02% dos votos contra 47,98% de Kumba Yalá, um ex-palestrante de filosofia e candidato do Partido Renovador social (PRS). Observadores internacionais da eleição consideraram ambos os turnos livres e justos em geral. Vieira tomou posse com o primeiro presidente democraticamente eleito da Guiné-Bissau em 29 de Setembro de 1994.

Em 7 de Abril de 2005, pouco mais de dois anos depois de outro golpe militar derrubar o governo do presidente Kumba Yalá, Vieira retornou à Bissau de Portugal. Mais tarde, naquele mês, ele anunciou que se candidataria à presidência nas eleições presidenciais de 2005, em Junho. Apesar de que muitos consideraram Vieira inelegível por causa de processos contra ele e porque ele estava em exílio, a Suprema Corte decidiu que ele estava apto a concorrer. Seu antigo partido, o PAIGC, apoiou o ex-presidente interino Malam Bacai Sanhá como seu candidato.

De acordo com resultados oficiais, Vieira ficou em segundo lugar na eleição de 19 de Junho com 28,87% dos votos, atrás de Malam Bacai Sanhá, e portanto participou do segundo turno. Ele oficialmente derrotou Sanhá no segundo turno, em 24 de Julho, com 52,35% dos votos, e tomou posse como presidente em primeiro de Outubro.

Em 1 e 2 de Março de 2009, um golpe de estado (?) derruba-o: após o assassinato no primeiro dia do chefe de Estado Maior das Forças Armadas, morto com uma bomba, no dia 2 o presidente é morto a tiro por militares que mantiveram a sua casa debaixo de fogo. Nino Vieira morre a tentar escapar de casa. Militares retiram os seus bens pessoais do palácio presidencial, no saque que se seguiu.

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