Neste preciso momento existe um conjunto de responsáveis para a crise que Portugal atravessa, sendo o primeiro-ministro, José Sócrates, o ministro das Finanças, Teixeira dos Santos, o governador do Banco de Portugal, Vítor Constâncio e o Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.
Estamos a caminhar para uma situação muito grave, sem que as pessoas estejam suficientemente alertadas e sem que haja coragem daqueles que governam para assumir a real situação do país. Deveríamos jogar por antecipação, propor soluções que possam garantir o financiamento da República, mas nada é feito.
O Governo português recusou que a crise chegasse à Europa numa primeira fase. Numa segunda fase, disse que chegaria à Europa, mas não a Portugal, e praticou-se qualquer coisa de muito pouco sério durante o ano eleitoral, em que o ministro das Finanças , manteve a ficção de que ia ter o défice controlado, o que veio a provar-se que as pessoas foram enganadas.
Talvez fosse bom começar a deixar de pagar as segundas, terceiras ou mais reformas que alguns ex-dirigentes políticos e não só usufruem. É bom lembrar que alguns deputados estão a exercer actividade e ganham uma reforma, alguns ex-empresários, amigos e parceiros dos tempos dos governos de Mário Soares, Cavaco, Guterres, Durão, Santana Lopes e Sócrates também usufruem de avolumadas reformas. Se isso for retirado, tenho a certeza que diminuirá em muito o défice! Os culpados da crise em que nos encontramos são mais que conhecidos, porque razão não há castigo que para quem arruinou Portugal???
Já se estava mesmo à espera, assim que o pais entrou em festa pela vitória do Benfica, o governo aproveitando a euforia do povo, vai já avisando que algumas das mais importantes promessas não vão ser cumpridas. O pior é que muitos nem se vão aperceber devido ao estado de euforia em que se encontram.
Esta sexta-feira, no debate quinzenal no Parlamento, o líder do Bloco de Esquerda disse que Sócrates "estava mais manso". O primeiro-ministro não falou ao microfone em "alto e bom som", mas as imagens captadas pela SIC mostram a resposta que deu a Louçã.
Pedro Passos Coelho é o novo líder do PSD. “O PSD tem agora uma liderança inequívoca”, afirmou no discurso de vitória. E assim que teve a certeza a primeira coisa que fez foi telefonar a Paulo Rangel e a Aguiar-Branco a dizer que conta com eles. Unidade é agora a sua palavra de ordem e a “primeira missão” para “um partido grande que volta a renascer”.
Que são corruptos já não temos dúvidas, que são apenas dois casos no meio de tantos, também já sabemos, mas o mais grave é os lugares que ocupam na vida politica e económica do pais.
Numa conversa telefónica interceptada pelos investigadores do processo Face Oculta, a 6 de Agosto de 2009, já depois de Armando Vara saber que estaria sob escuta, José Sócrates e Vara falam numa estranha linguagem cifrada.
6 de Agosto de 2009: o primeiro-ministro estava de férias em Espanha, na ilha Menorca. Às 11h46, Armando Vara recebe um telefonema de um indivíduo com sotaque brasileiro, que se identifica como ‘Carlos’ e lhe diz que tem ali«uma pessoa que lhe quer falar».
Vara não quer conversas por aquele número e pergunta-lhe se não tem outro telefone, ao que Carlos responde que sim, mas que«está no quarto».
Dois minutos depois, é Vara quem liga. Carlos atende e passa o telefone ao primeiro-ministro. Sócrates diz a Armando Vara que«aqueles exames médicos, que eram para ser feitos no dia 1, não se fizeram», ele que veja«com a clínica».
Armando Vara mostra-se aborrecido e diz que lhe tinham confirmado tudo. Sócrates comenta que«aquela gente é assim»e Vara aponta o responsável:«É o Rui… e agora teve bebé…»[referência a Rui Pedro Soares, administrador executivo da PT e vogal da Tagusparque].
O vice-presidente do BCP promete que vai ligar a Rui Pedro Soares e que já lhe diz«alguma coisa». Sócrates pergunta«se ele percebeu aquilo que ele quis dizer» e Vara confirma que já entendeu:«não aconteceu nada»do que estava previsto. Sócrates insiste:«não aconteceu nada»e Vara«tinha dito que os exames…». Este reafirma«que lhe disseram que sim, que estivesse descansado»…
O primeiro-ministro pergunta então, referindo-se aos«exames», «o que é que aquilo tem a ver com o nome que ele disse». Vara responde que «é Tagus»– ao que Sócrates comenta que«não sabe se isso é bom».«Foi aquilo que conseguiu arranjar», diz Vara.
«O gajo fala muito, fala muito»– comenta Sócrates. Armando Vara diz que«não lhe deu nenhuma indicação de coisa nenhuma». Sócrates diz que«o outro fala muito e fala pouco»– Armando Vara que veja isso.
Reprodução da conversa in Jornal SOL por: Por Ana Paula Azevedo e Felícia Cabrita
O projecto de resolução do PS sobre o Programa de Estabilidade e Crescimento (PEC) foi hoje aprovado com a abstenção do PSD e os votos contrários de todas as outras bancadas da oposição. Numa das suas últimasintervenções como presidente do PSD, Manuela Ferreira Leite justificou a abstenção em relação ao projecto socialista sobre o PEC com o interesse nacional e foi elogiada pelo líder parlamentar do PS.
Pedro Passos Coelho, tinha dito esta manhã: “Se o Partido Socialista quiser ouvir o PSD sobre estas matérias, em vez de forçar a votação hoje desse projecto de resolução, devia tê-la adiado e esperado pela clarificação do PSD que quer contribuir para um clima não apenas de estabilidade do país mas sobretudo de reforma importante no país”.
Conclusão, José Sócrates aproveitou o último dia do PSD de Manuela Ferreira Leite, para conseguir passar o PEC, aproveitando a fragilidade da líder que acaba por trair os verdadeiros apoiantes do PSD e os ideais de Sá Carneiro. A partir de amanhã um novo PSD irá renascer, caso Pedro Passos Coelho seja eleito presidente do partido, pena é que seja já tarde demais.
De louvar os votos contra de CDS-PP, CDU e BE. Agora vamos mesmo apertar mais ainda um cinto que já não tem mais por onde apertar e esperar que a nova onda laranja substitua este rosa corrupto que apenas prejudicou os portugueses.
Este Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) que o governo quer impor aos portugueses, não pode avançar, caso contrário vamos uma vez mais ser enganados e desta vez muito mais. A classe média corre grave risco de deixar de existir em Portugal, o governo quer combater o défice com o dinheiro dos que ganham menos, dos que mais trabalham e dos que mais dificuldades tem. Os ricos cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais pobres! É urgente para já, agora, tomar uma atitude, mostrar a este governo que já chega de roubar!
Na sexta-feira vai reunir-se o Conselho Nacional do PSD para marcar um congresso extraordinário, pedido por mais de 2.500 militantes, e eleições directas para a liderança do partido.
Candidatos assumem-se hoje, pelo menos 3 nomes estarão na corrida a líder do Partido Social Democrata.
Paulo Rangel
Pedro Passos Coelho
Aguiar Branco
Parece-me pouco credível que mais alguém avance, nem mesmo o Prof. Marcelo, mas seja quem for que vença, uma coisa é certa, o PSD ficará mais forte e pronto para desocupar o PS do governo. Ainda assim eu tenho a minha escolha e chama-se Pedro Passos Coelho.
As medidas defendidas pelo PSD e pelo CDS-PP preocupam o ministro das Finanças, que ameaçou, esta quinta-feira, uma subida de impostos, caso estas sejam aprovadas no Parlamento. Será a forma de reduzir o défice, defende Teixeira dos Santos. «Se algumas das propostas que estão sobre a mesa e que foram apresentadas na Assembleia da República forem para a frente, com consequências que acho muito significativas em termos da despesa, não vejo forma de podermos reduzir o défice sem termos que recorrer a aumentos de impostos» O quadro macroeconómico ainda não está fechado, mas o ministro dá já nota do esforço de redução do défice que Portugal terá de fazer em 2010: «meio ponto percentual do PIB». «Este ano teremos de fazer uma redução que deve ser minimamente significativa», que deverá ir ao encontro do que está «acordado a nível europeu».
Opinião: Ora bem, preparem-se, o governo vai voltar a atacar as nossas carteiras mais uma vez.A maioria não deve estar preocupada, afinal de contas votaram nestes tipos. Para eles é tudo muito fácil, aumenta-se na carga fiscal e gasta-se à grande. Andam em grandes carros com motorista, comem o que querem e onde querem, dão empregos aos amigos, dão dinheiros a bancos falidos e vão rindo da miséria em que vive a maioria da população portuguesa.E mais, dizem eles que aumentaram muito os salários no ano passado e por esse motivo, este ano não haverá aumentos, isto para nós, porque para eles... Sugestão, porque não baixam um pouco os enormes salários que ganham os governantes e os administradores das empresas do estado, podendo assim dar um pouco àqueles que mais precisam??? O povinho é tão burro, mas tão burro que quando pode fazer justiça, fica do lado destes ladrões!
A fórmula foi primeiro descoberta pela indústria discográfica. Meninas jovens, sorridentes e fotogénicas. O facto de não saberem cantar era um pormenor. Assim surgiam as "girls bands" e grandes sucessos de vendas.
O Bloco de Esquerda adaptou a ideia à política, e desta forma umas moças simpáticas vistosas e sorridentes, com destaque para as pioneiras Ana Drago e Joana Amaral Dias, começaram a povoar a Assembleia da República. O facto de serem cabecinhas ocas era um pormenor. O produto vendia e conquistava votos, sobretudo entre a juventude.
Como o PCP copia tudo o que o Bloco de Esquerda faz, em particular os maus exemplos, foram arranjar também umas "cheerladers" para enfeitar as bancadas do parlamento. É neste contexto que surge a deputada Rita Rato, a nova estrela da política nacional.
- Alguma vez se tinha imaginado enquanto deputada?
- Nunca tinha pensado nessa hipótese. Depois concretizou-se. Mas não vai ser a minha profissão, eu sou funcionária do PCP. Agora tenho esta tarefa, como já tive outras. Pode não ser para sempre, e o mais certo é não ser.
- Quando é que começa a surgir o interesse pela política?
- Vivi em Estremoz, a minha terra, até completar o 12º ano e já me identificava com o PCP e com a Juventude Comunista Portuguesa (JCP). Desde logo porque o PCP tem no Alentejo prestígio e reconhecido mérito na luta pela democracia, sobretudo ainda no tempo do fascismo. Depois, quando ingressei no ensino superior e comecei a confrontar-me com as dificuldades de um universitário deslocado, sem direito à acção social escolar, com o valor das propinas a aumentar, naquela altura indexadas ao salário mínimo, senti a necessidade de aderir à JCP. Foi em 2001.
- Mas como surgiu o contacto com os ideais comunistas antes da JCP?
- A partir dos meus 17, 18 anos. Ainda estava na escola secundária. Foi através da própria discussão sobre o que foi o 25 de Abril e o processo revolucionário.
- Foi a partir daí, e nas aulas de História, que começou a formar a sua identidade política?
- Sim. Mas não apenas nas aulas de História. Lembro-me de ser muito pequenina e festejar o 25 de Abril com muita alegria.
- As pessoas votam nos outros partidos. O PCP não tem ganho eleições...
- Cada voto na CDU é um voto que é conquistado com muita conversa, com muito esclarecimento, com debate sério, e é um voto que afirma a necessidade de rotura. As pessoas acham que 33 anos de políticas de direita já provaram que é o caminho dos baixos salários, o caminho da elitização do acesso à cultura, a precariedade...
- Mas se as pessoas estão fartas das políticas de direita, porque é que o segundo e o terceiro maior partidos são de direita e o partido do Governo toma medidas, como diz, de direita?
- Vai ter de perguntar a quem votou neles porque eu, de facto, não votei.
- Concorda com o modelo que está a ser seguido na China pelo PCC?
- Pessoalmente, não tenho que concordar nem discordar, não sou chinesa. Concordo com as linhas de desenvolvimento económico e social que o PCP traça para o nosso país. Nós não nos imiscuímos na vida interna dos outros partidos.
- Mas se falarmos de atropelos aos direitos humanos, e a China tem sido condenada, coloca-se essa não ingerência na vida dos outros partidos?
- Não sei que questão concreta dos direitos humanos...
- O facto de haver presos políticos.
- Não conheço essa realidade de uma forma que me permita afirmar alguma coisa.
- Mas isto é algo que costuma ser notícia nos jornais.
- De facto, não conheço a fundo essa situação de modo a dar uma opinião séria e fundamentada.
- No curso de Ciência Política e Relações Internacionais, não discutiu estas questões?
- Não, não abordámos isto.
- Como olha para os erros do passado cometidos por alguns partidos comunistas do Leste europeu?
- O PCP, depois do fim da URSS, fez um congresso extraordinário para analisar essa questão. Apesar dos erros cometidos, não se pode abafar os avanços económicos, sociais, culturais, políticos, que existiram na URSS.
- Houve experiências traumáticas...
- A avaliação que fazemos é que os erros que foram cometidos não podem apagar a grandeza do que foi feito de bom.
- Como encara os campos de trabalhos forçados, denominados gulags, nos quais morreram milhares de pessoas?
- Não sou capaz de lhe responder porque, em concreto, nunca estudei nem li nada sobre isso.
- Mas foi bem documentado...
- Por isso mesmo, admito que possa ter acontecido essa experiência.
- A ex-deputada do PS Marta Rebelo disse que foi difícil que começassem a levá-la a sério. A política é mais difícil para as mulheres bonitas?
- Se me está a chamar bonita, é um elogio e agradeço. Nunca tive problemas em ser levada a sério. Estive na Assembleia Municipal de Estremoz e nunca tive dificuldade em apresentar a minha opinião.
PERFIL
Rita Rato Araújo Fonseca tem 26 anos e é licenciada em Ciência Política e Relações Internacionais pela Universidade Nova de Lisboa. Foi 3.ª na lista de candidatos à AR pelo círculo de Lisboa. É natural de Estremoz, onde vive a família e aonde volta "sempre que tem tempo". Vive em união de facto e tem um filho de dez meses. Tem simpatia pelo Benfica.
Entrevista realizada por Hélder Almeida , 'Correio da Manhã' a 18 Outubro 2009.
Licenciada em Ciência Política e Relações Internacionais, consegue saber tanto sobre o comunismo, como 99% dos comunistas em Portugal, NADA!
Mas atenção, é sempre com agrado que vejo cada vez mais mulheres e principalmente bonitas no panorama político português. Venham muitas mais!
Eu sinceramente gostava de saber quantos destes 430 trabalhadores não votaram no Engº Sócrates.
Pelo menos 40 mil idosos portugueses não têm capacidade financeira para comprar alimentos, concluiu um inquérito realizado pela Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (Deco). De acordo com o mesmo estudo, o custo dos produtos alimentares é ainda uma das razões para que não consumam refeições mais saudáveis.
E quantos não votaram no mês passado no Engº Sócrates???
Maria Emília Sousa falou para os pobres de espírito que são a maioria do núcleo duro dos votantes da CDU, os que votam nesta força quer nas legislativas, quer nas autárquicas.
Aliás, já no jantar de 6.ª feira ela se tinha referido ao assunto da troca de votações entre o MRPP e a CDU, devido à semelhança de logótipos. Obviamente, que se tratou de uma estratégia prevendo a perda da maioria absoluta ou até mais do que isso. É claro que Maria Emília falou para aqueles para quem fala habitualmente, e que ainda vão atrás de conversas para atrasados mentais.
Segundo, falou para para dentro do próprio PCP ao afirmar que a CDU ganhou muitos votos relativamente às legislativas, subliminarmente tendo dito que "quem ganhou as eleições fui eu, não a CDU", o que não deixa de ser verdade.
Fiquei hoje a saber que a CDU além de ter perdido a presidência de 4 câmaras alentejanas perdeu, igualmente, 7 maiorias absolutas entre as quais a de Almada.
Palavras para quê ?
Num partido normal, rolariam cabeças, no PCP tudo ficará igual. Nas próximas eleições voltarão a perder mais umas câmarazitas e de perda em perda, algum dia não lhes restará nenhuma.
Por vezes, fica-se com ideia que o PCP não é um partido político, é mais uma espécie de seita religiosa, em que o bispo é sempre o mesmo.
Maria Emília diz que PCP-CDU(ela) perde a maioria absoluta por engano!
Que GRANDE PETA!
A totalidade dos votos que o PCTP/MRPP obteve para a Câmara Municipal (3.237), somados aos do PCP-CDU (27.521) não dão para o partido comunista eleger o 6º vereador.
Pelo método D´Hondt, para que tal fosse possível o PCP-CDU necessitava de ter obtido 32.934 votos, no pressuposto que os restantes partidos PS, PSD e BE tivessem os mesmos votos.
Maria Emília com esta declaração passa um atestado de menoridade ao seu eleitorado predilecto arregimentado.
Sabemos como é a mesquinhez política e onde existe.
Opinião de:Al-Ma'dan, em comentário no Blog emalmada.blogspot.com
Todos nós sabemos que qualquer que seja o resultado do PSD nas eleições autárquicas, a mudança na liderança é ponto certo, não só pelos resultados, como pela própria figura da líder.Eu sempre disse que apesar de ser uma pessoa séria e integra, Manuela Ferreira Leite não tinha a imagem certa que um líder do maior partido português deve ter.
Ora hoje já 3 nomes são dados como possíveis, Marcelo Rebelo de Sousa, Pedro Passos Coelho e Rui Rio, sendo que este último não me parece que seja opção.
Os dois possíveis líderes do PSD são neste momento as opções mais lógicas e talvez um pouco tardias. Tenho quase a certeza que com qualquer um deles o PS seria hoje governo.
Um dia depois da vitória, a realidade: défice duplica, dívida dispara.
Um dia depois da vitória que deu ao PS uma maioria relativa e a obrigatoriedade de negociar os Orçamentos do Estado com pelo menos um dos partidos da oposição, chegou a chamada para a realidade das contas e da economia do país: o défice orçamental vai pelo menos duplicar este ano (mais 5,2 mil milhões de euros), para chegar a 5,9% do PIB, e o indicador oficial do peso da dívida pública na economia deverá dar o maior salto nas últimas duas décadas, para 74,5%. Estes números, enviados ontem por Portugal à Comissão Europeia (que prevê 6,5% de défice para este ano), desenham os limites da política orçamental nos próximos anos e deverão obrigar o primeiro-ministro José Sócrates a negociar com as forças da direita, PSD ou CDS, a passagem dos orçamentos do Estado.
Para o próximo governo de Sócrates a pressão será externa e interna. Com 14 dos 27 países da União Europeia a excederem o limite de 3% para o défice em 2009, a Comissão Europeia deverá permitir que os governos continuem a pecar moderadamente nas contas públicas no próximo ano. Contudo, a maior tolerância terá um preço: Portugal fica sob "vigilância orçamental" (em Novembro será aberto um procedimento por défice excessivo) e Bruxelas exigirá uma estratégia credível de ajustamento do desequilíbrio a médio prazo.
Pergunta: Porque é que o povo só foi informado destes valores um dia depois das eleições? Então mas afinal Sócrates andou a campanha toda a apregoar que Portugal estava a recuperar a olhos vistos...
PARA COMEÇAR, É MAIS DO QUE ÓBVIO QUE VIVEMOS NUM PAIS ONDE O POVO GOSTA DE SER MAL TRATADO, ENGANADO E ROUBADO.
É CASO PARA SE DIZER, CADA UM TEM O PRIMEIRO MINISTRO QUE MERECE!
PS - Vence as eleições mas perde a maioria (arrogância). Celebram uma vitória de gosto amargo. Eu até compreendo os motivos dos festejos, porque há uns meses atrás talvez nem eles acreditassem que o povo seria "burro" o suficiente para voltar a querer ser governado por Sócrates.
PSD - Uma derrota depois do sucesso das Europeias. Parece-me que com outro líder seria bem capaz de vencer estas eleições. Perdeu uma clara hipótese de voltar a ser governo. Existem dentro do partido outras opções bem mais indicadas para levar o partido até ao governo.
CDS-PP - Uma subida considerável para quem julgava um partido perdido. Infelizmente vejo-os como o partido que não dá muito mais do que isto, apesar de ser constituído na sua maioria por pessoas inteligentes, educadas e sérias.
BE - Uma subida de um partido que tem vindo a crescer e muito pelo trabalho do seu líder. É sem dúvida a força da nova esquerda em Portugal, uma nova forma de ser de esquerda. Ideias novas, claras e muita juventude.
CDU- Derrota clara. É um partido que deixou de fazer sentido depois da existência do BE. É um partido que vive no 25 de Abril, que vive na sombra de Álvaro Cunhal, que vive muito de uma faixa etária acima dos 50 anos. (mas o que eu acho engraçado, é que os comunistas apesar de serem sempre derrotados em todas as eleições, dizem sempre que venceram e que cresceram. Até nisso a cassete está gasta!)
Uma coisa é certa, daqui a uns meses voltaremos a ouvir estes 40% de "burros" a reclamar do governo!
Derrotar José Sócrates e criar condições para uma nova maioria. E as coisas são muito simples, apesar da confusão que por aí vai. Isto só tem hipóteses de acontecer se o PSD vencer as eleições. O CDS até poderia ter 11%, que se o PS tiver mais um voto que o PSD, José Sócrates irá continuar a governar Portugal. O único voto seguro para afastar o PS do poder é no PSD. Não tenhamos ilusões. (Nuno Gouveia - in 31 da Armada)
Opinião: Não estarei longe do que poderá suceder domingo à noite se disser que das duas uma, o PS vence sem maioria e se une com o PCP, ou o PSD vence por pequena margem e terá de se unir com o CDS para formar governo. É certo que o acordo entre PSD e CDS parece ser menos problemático do que o PS e PCP que tem ideias mais distintas.
O défice do Estado regista uma média diária próxima de 36 milhões de euros, o que significa que em cada hora que passa o buraco entre as receitas e as despesas é de 1,5 milhões de euros. O ritmo do défice aumentou este ano 153% face aos primeiros oito meses de 2008. No ano passado o saldo negativo do Estado registava 3,436 mil milhões, este ano já ascende a 8,712 mil milhões.
Pergunta: Como é possivel que ainda exista quem defenda este governo, quem apoie um homem que anda a encher os bolsos dele e daqueles que ele quer. Será que não chegou a hora do povo fazer alguma coisa? Será que algum dos partidos de oposição pode salvar este pais? Eu tenho dúvidas, sinceramente isto já só se resolve com uma revolução feita pelo povo e para o povo.
PS com 37 por cento dos votos e PSD com 35 por cento. A duas semanas das eleições legislativas, uma sondagem da Universidade Católica para o “Diário de Notícias”, “Jornal de Notícias” e RTP indica que apenas dois pontos separam os dois maiores partidos candidatos às eleições do próximo dia 27.
O resultado, que para além de uma curta margem entre os partidos, evidencia o empate técnico entre eles, lança a incerteza sobre qual o partido que formará Governo. E torna irreal o cenário pedido por Sócrates de maioria absoluta, conseguida pelo PS nas legislativas de 2005 com 45,3 por cento.
O Bloco de Esquerda assume-se como a terceira força política e evidencia uma subida, com 11 por cento comparados com os 6,5 que obteve em 2005. Mas José Sócrates nunca se mostrou interessado numa coligação com este partido de esquerda, quando confrontado com essa hipótese.
O pais está em crise, aliás todo o mundo está em crise. Parece-me mais do que urgente alterar as politicas que até hoje apenas pioraram a situação daqueles que estão com piores condições de vida e fizeram dos ricos mais ricos ainda. Quem me conhece sabe bem a minha cor politica, sabe bem o que defendo e o que sempre defendi. Desta vez, estou balançado confesso. Sei que é necessário correr com o actual governo do poder, e estou certo que isso irá acontecer, ficarei satisfeito se o meu partido vencer, até porque nenhum outro terá hipóteses, mas o meu voto poderá desta vez ir para um partido com o qual me identifico em várias das suas ideias. Sinto que o Bloco de Esquerda tem excelentes ideias para o nosso pais, concordo com grande parte delas, embora saiba que as hipóteses de vencer umas eleições são zero. Seja como for, o Bloco tem subido sempre, e não é por acaso que é neste momento a 3ª maior força politica em Portugal.