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terça-feira, janeiro 10, 2012

Tamara Gorro ganha "Bola de Ouro Rosa"

A modelo espanhola Tamara Gorro, namorada do Benfiquista, Ezequiel Garay, foi a vencedora de "Bola de Ouro Rose", o prémio das esposas e namoradas de jogadores de futebol mais bonitas e importantes do ano. Tamara obteve 27%, com mais de 32 votos a seu favor.
Em segundo lugar ficou a cantora Edurne, noiva de De Gea, com 17%, e Irina Shayk, a namorada de Cristiano Ronaldo, que teve 13%. Este é o primeiro nos últimos três anos em que a vencedora não é Argentina: Jessica Cirio em 2008, Luciana Salazar em 2009 e Zaira Nara em 2010.




sábado, dezembro 24, 2011

BEIJO LÉSBICO

Duas oficiais da Marinha norte-americana trocaram o primeiro beijo, em público, após a revogação, no passado mês de Setembro, da regra «Don't ask, don't tell», que permitia a entrada de homossexuais no Exército desde que a sua orientação sexual não fosse revelada.

Marissa Gaeta tinha acabado de desembarcar num cais do estado da Virgínia, após uma missão de quase três meses em alto mar, a bordo do navio USS Oak Hill, onde à sua espera estava a namorada Citlalic Snell, que também é militar mas encontrava-se vestida à civil.

Snell foi receber a sua companheira num dia de folga de serviço no contra-torpedeiro USS Bainbridge sendo uma das protagonistas do tradicional «primeiro beijo» em terra, pela primeira vez entre duas pessoas do mesmo sexo.
Pela primeira vez duas mulheres protagonizam a tradicional 'cerimónia do beijo' que marca regresso a casa dos navios da marinha.

sábado, agosto 13, 2011

INCÊNDIO EM FÁBRICA NO BARREIRO


Um fogo de grandes dimensões foi à poucos minutos controlado pelos bombeiros, no parque industrial do Barreiro. A coluna de fumo negro podia ser vista de Lisboa, conforme vídeo amador.






Mais de 30 homens de três corporações de bombeiros estão neste momento a combater um incêndio numa empresa de tratamentos de resíduos sólidos no Quimiparque, parque empresarial do Barreiro.

(Vista da minha varanda em Almada)


Segundo o comandante dos Bombeiros de Sul e Sueste, António Reis, o incêndio "não irá provavelmente provocar danos na empresa", a IPODEC, mas ainda é cedo para qualquer avaliação.


As chamas estão a lavrar "a céu aberto" na zona de tratamento de cartão, contíguas às instalações da empresa, acrescentou a mesma fonte.

Atualmente, combatem as chamas os Bombeiros Voluntários do Sul e Sueste, Bombeiros Voluntários do Barreiro e Bombeiros Voluntários da Moita no total de 31 homens e 10 viaturas.

"Estamos a deslocar mais viaturas não pela grandeza do incêndio mas pelo tipo de combustível, que implica grande necessidade de água", afirmou António Reis


sábado, março 12, 2011

GERAÇÃO À RASCA - MANISFESTAÇÃO







O Protesto Geração à Rasca foi inicialmente convocado por quatro jovens, através da Internet, para Lisboa e Porto, com um manifesto apelando à participação de “desempregados, ‘quinhentoseuristas’ e outros mal remunerados, escravos disfarçados, subcontratados, contratados a prazo, falsos trabalhadores independentes, trabalhadores intermitentes, estagiários, bolseiros, trabalhadores-estudantes, estudantes, mães, pais e filhos de Portugal”.

Mas o que se viu hoje nas ruas foi algo muito além da geração mais jovem, a reclamar pelo seu futuro.

Em Lisboa, uma das 11 cidades onde decorreu o protesto, o desfile chegou ao Rossio por volta das 16h30, com um cordão de gente que nunca parou de crescer e que quase encheu a Avenida da Liberdade.

No Porto, a multidão obrigou a um plano B, para desviar o desfile para a Avenida dos Aliados.

A manifestação estava prevista para terminar na praça D. João I, mas a afluência de pessoas foi tão grande que os participantes, de todas as idades, seguiram para a Avenida dos Aliados, onde havia uma extensa lista de espera de inscrições para discursar.

Em Lisboa, o desfile começou de forma discreta, mas pessoas de todos os quadrantes políticos, da extrema-esquerda, à extrema-direita (embora sem políticos conhecidos presentes), de todas as idades, muitos reformados, muitos pais com crianças na mão e vários movimentos de cidadãos juntaram-se ao protesto.

Magalhães de Campos, 79 anos, vendedor reformado, quer um futuro para a juventude. Diana Simões, 19 anos, estudante de Direito, não quer empregos precários, nem recibos verdes. Alcino Pereira, 27 anos, carpinteiro no desemprego, quer um emprego. Estas são as razões de alguns dos manifestantes que abriram o desfile em Lisboa, que foi ganhando corpo à medida que o protesto descia a Avenida.

Com muita música, os manifestantes iniciaram de forma pacifica o desfile em frente ao cinema São Jorge, rumo ao Rossio.

Não havia figuras conhecidas da política portuguesa nas primeiras filas do desfile. Mas viam-se alguns políticos em meio aos manifestantes. O PCP fez-se representar pelos seus deputados mais jovens, Rita Rato, João Oliveira, Miguel Tiago e Bruno Dias. Também presentes estavam alguns elementos do Bloco de Esquerda, como a deputada Helena Pinto.

O desfile foi animado por palavras de ordem como "com precariedade não há liberdade", "fora com os ladrões" e "Portugal, Portugal, Portugal".

Em Coimbra a diversidade das gerações que se juntaram foi a marca da manifestação. Estudantes, professores contratados, pais ou irmãos de trabalhadores precários foram-se revezando na Praça da República, que nunca chegou a encher. A meio da tarde, iniciaram uma marcha não prevista em direcção à Câmara. A palavra de ordem: "O Povo unido jamais será vencido".

Antes, em Lisboa, por volta das 15h25, fez-se um estranho silêncio na marcha, quando um grupo de cerca de 20 jovens de cabeças rapadas e bandeiras negras chegaram à manifestação. Questionados pelos jornalistas sobre que movimento representavam, limitaram-se a dizer: "somos nacionalistas”. Este grupo acabou por entrar na coluna da manifestação sem problemas.

Houve ainda manifestações em outras cidades, como Braga, Faro, Castelo Branco, Funchal, Ponta Delgada e Leiria. Até fora do país houve protestos, como em Barcelona.

Numa iniciativa distinta, os professores realizaram hoje, em Lisboa, um plenário no Campo Pequeno, em protesto contra o Ministério da Educação.




sexta-feira, março 11, 2011

Tsunami atinge Japão após sismo de 8.9


Arrasador. Um sismo de magnitude 8.9 na escala de Richter atingiu, esta manhã, o nordeste do Japão, provocando um tsunami que atingiu algumas zonas costeiras e numerosas réplicas. Há pelo menos 19 mortos confirmados pelas autoridades citadas pela France Presse e dez desaparecidos.

Segundo imagens da televisão japonesa NHK, transmitidas pelas agências internacionais, ondas com cerca de dez metros de altura invadiram a terra, levando à frente carros, barcos e alguns edifícios na prefeitura de Fukushima. A zona de Miyagi foi outra das mais afectadas pelo tsunami.

De acordo com o Instituto de Geofísica norte-americano, o sismo ocorreu às 14.46 horas locais (5.46 horas em Lisboa), a 179 quilómetros a leste de Sendai, ilha de Honshu e a 382 quilómetros de Tóquio. Após o sismo seguiram-se, pelo menos, quatro réplicas com magnitudes entre 6.4 e 7.1. Logo após o primeiro abalo foi emitido um alerta tsunami para o Japão, Filipinas, Indonésia, zonas costeiras russas junto ao Pacífico, Tawian, Austrália, Ilhas Marianas, Havai e México. Várias zonas começaram já a ser evacuadas.

Em Sendai, o edifício de um hotel desabou e teme-se a morte de várias pessoas.

Muitos edifícios em Tóquio abanaram violentamente e, segundo a AFP, um edifício desmoronou-se na cidade, onde 600 estudantes participavam numa cerimónia de entrega de diplomas. Há vários feridos.

O tsunami que se seguiu atingiu o parque da Disneylândia, situado na região de Tóquio, que ficou completamente inundado.

Os transportes aéreos e ferroviários já foram interrompidos.

Ainda segundo a Reuters, registam-se alguns incêndios após o abalo. Uma refinaria a nordeste de Tóquio está a arder.

Entrento, o primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, já reuniu de emergência com o seu governo e determinou a criação de um comité de crise para monitorizar a situação. Meios navais já foram enviados para Tóquio e para a zona de Miyagi.

quarta-feira, março 09, 2011

TOMADA DE POSSE DE CAVACO SILVA








Senhor Presidente da Assembleia da República,
Senhor Primeiro-Ministro e Membros do Governo,
Senhoras e Senhores Deputados,
Senhoras e Senhores,

Ao iniciar funções como Presidente da República, quero começar o meu mandato saudando o povo português de uma forma muito calorosa.

Saúdo todos os Portugueses, quer os que vivem no nosso País, no Continente e nas Regiões Autónomas, quer os que engrandecem o nome de Portugal nas comunidades da Diáspora.

Saúdo os Portugueses que me ouvem, mas também aqueles que, através da língua gestual, acompanham a palavra fraterna que lhes quero dirigir neste dia.

De todos serei Presidente.

Serei Presidente dos Portugueses que me honraram com o seu voto mas também daqueles que o não fizeram. É perante todos, sem excepção, que aqui assumo o compromisso solene de cumprir e fazer cumprir a Lei Fundamental da nossa República.

Ao Senhor Presidente da Assembleia da República, que desempenha com grande sentido de Estado a exigente missão de presidir à instituição onde a democracia e o pluralismo se realizam todos os dias, agradeço as palavras que me dirigiu.

Assumo perante vós, Senhores Deputados, o firme e sincero propósito de colaborar com a Assembleia da República, na certeza de que o momento que o País atravessa exige uma especial cooperação entre as diversas instituições democráticas.

Ao Governo e ao Senhor Primeiro-Ministro reitero o compromisso de cooperação que há cinco anos assumi perante os Portugueses. Pela minha parte, pode contar o Governo com uma magistratura activa e firmemente empenhada na salvaguarda dos superiores interesses nacionais.

Enquanto Presidente da República cumprirei escrupulosamente os compromissos que assumi perante os Portugueses no meu manifesto eleitoral. No quadro de todos os poderes que me são conferidos pela Constituição, serei rigorosamente imparcial no tratamento das diversas forças políticas, mantendo neutralidade e equidistância relativamente ao Governo e à oposição.

Irei cooperar com os demais órgãos de soberania para que Portugal ultrapasse as dificuldades do presente e actuarei como elemento moderador das tensões da vida política e como factor de equilíbrio do nosso sistema democrático.

Agradeço a presença nesta cerimónia dos representantes de países amigos, em particular dos países de língua oficial portuguesa. Reconheço no vosso gesto um sinal de apreço por uma nação soberana de muitos séculos, orgulhosa do seu passado e confiante no seu futuro.


Senhor Presidente da Assembleia da República,
Senhoras e Senhores Deputados,

Como sempre tenho afirmado, só um diagnóstico correcto e um discurso de verdade sobre a natureza e a dimensão dos problemas económicos e sociais que Portugal enfrenta permitirão uma resposta adequada, quer pelos poderes públicos quer pelos agentes económicos e sociais e pelos cidadãos em geral. A informação objectiva sobre a situação económica e social do País é um bem público que beneficia a sociedade no seu conjunto, porque estimula comportamentos favoráveis à resolução das dificuldades.

Os indicadores conhecidos são claros. Portugal vive uma situação de emergência económica e financeira, que é já, também, uma situação de emergência social, como tem sido amplamente reconhecido.

Acredito que conseguiremos ultrapassar os problemas actuais se formos capazes de dar uma resposta verdadeiramente colectiva aos desafios que temos à nossa frente, o que exige transparência e um conhecimento rigoroso e completo da situação em que nos encontramos. Como em tudo na vida, para delinearmos o melhor caminho para atingirmos o futuro que ambicionamos, temos de saber de onde partimos.

Nos últimos dez anos, a economia portuguesa cresceu a uma taxa média anual de apenas 0,7%, afastando-se dos nossos parceiros da União Europeia. Esta divergência foi ainda mais evidente no caso do Rendimento Nacional Bruto, que constitui uma medida aproximada do rendimento efectivamente retido pelos Portugueses. O Rendimento Nacional Bruto per capita, em termos reais, cresceu apenas 0,1% ao ano, reflectindo na prática uma década perdida em termos de ganhos de nível de vida.

De acordo com as últimas estimativas do Banco de Portugal, “o crescimento potencial da economia portuguesa, o qual determina a capacidade futura de reembolso do endividamento presente”, é actualmente inferior a 1% e, em 2010, o valor real do investimento ficou cerca de 25% abaixo do nível atingido em 2001.

O défice externo de Portugal tem permanecido em valores perto de 9% do produto, contribuindo, por força do pagamento de juros ao exterior, para a deterioração do saldo da balança de rendimentos, cujo défice anual, de acordo com o Banco de Portugal, se aproxima rapidamente dos 10 mil milhões de euros, privando a nossa economia de recursos fundamentais para o seu desenvolvimento.

Simultaneamente, a taxa de poupança nacional tem vindo a decair, passando de cerca de 20% do produto em 1999 para menos de 10% nos últimos dois anos.

Em 2010, o desemprego atingiu mais de 600 mil pessoas, o que contrasta com cerca de 215 mil em 2001. Nestes dez anos, a taxa de desemprego subiu de 4% para um valor de 11%.

Os dados publicados pela Comissão Europeia indicam que, em 2008, o número de residentes em Portugal que se encontravam em “risco de pobreza ou exclusão social” superava os 2 milhões e 750 mil, o que equivale a cerca de 26% da nossa população. De acordo com as informações qualitativas disponibilizadas pelas instituições que operam no terreno, esta situação ter se á agravado nos últimos dois anos.

A margem de manobra do Estado português para acudir às necessidades de crescimento da economia e para combater os problemas de natureza social encontra-se severamente limitada, como o provam os níveis da despesa pública, da dívida pública e do endividamento do Sector Empresarial do Estado, a que acrescem os encargos futuros com as parcerias público-privadas.

Também a capacidade dos agentes nacionais acederem ao crédito e de financiarem, quer as suas necessidades de capital quer o crescimento da economia, está cada vez mais dificultada. O saldo devedor da Posição de Investimento Internacional, que corresponde ao grau de endividamento líquido da economia, é superior a 100% do produto.

Os mercados continuam a limitar fortemente o recurso ao financiamento por parte do sistema bancário nacional, o que se reflecte num agravamento das restrições de acesso ao crédito por parte das famílias e das empresas e num aumento das taxas de juro.

Além disso, o financiamento do Estado continua a ser feito a taxas anormalmente elevadas, condicionando o funcionamento do sistema financeiro português e da nossa economia. É elementar perceber que, como escreve o Banco de Portugal no seu último Boletim Económico, e cito, “o actual contexto de elevados prémios de risco da dívida soberana para Portugal implica um serviço da dívida externa acrescido”. Existe, assim, um risco sério de o pagamento de juros ao exterior travar a indispensável redução do desequilíbrio externo, mesmo no caso de um comportamento positivo das exportações.

Vários outros indicadores podiam ser apresentados para confirmar que Portugal se encontra numa situação particularmente difícil.

Neste contexto, surpreende que possa ter passado despercebido nos meios políticos e económicos o alerta lançado pelo Governador do Banco de Portugal, em Janeiro passado, de que, e cito, “são insustentáveis tanto a trajectória da dívida pública como as trajectórias da dívida externa e da Posição de Investimento Internacional do nosso País”.


Senhor Presidente da Assembleia da República,
Senhoras e Senhores Deputados,

Portugal está hoje submetido a uma tenaz orçamental e financeira – o orçamento apertando do lado da procura e o crédito apertando do lado da oferta. Este quadro afectará negativamente o crescimento económico e a qualidade de vida das famílias, a não ser que os responsáveis políticos, económicos e financeiros correspondam, com firmeza e sem ambiguidades, à obrigação que têm de libertar o país desta situação.

Esta é a realidade que não deve ser ignorada e que é minha obrigação deixar bem clara no início do meu segundo mandato como contributo para que a urgência de actuar seja por todos apreendida. A resolução dos problemas exige plena consciencialização da situação em que estamos. É urgente encontrar soluções, retomar o caminho certo e preparar o futuro. Esta é uma tarefa que exigirá um esforço colectivo, para o qual todos somos chamados a contribuir.

Ao Estado cabe definir com clareza as linhas estratégicas de orientação, as prioridades e os principais desígnios para o todo nacional. Estas serão referências essenciais não apenas para o sector público mas também para a iniciativa privada.

Além disso, é imperativo melhorar a qualidade das políticas públicas. Em particular, é fundamental que todas as decisões do Estado sejam devida e atempadamente avaliadas, em termos da sua eficiência económica e social, do seu impacto nas empresas e na competitividade da economia, e das suas consequências financeiras presentes e futuras. Não podemos correr o risco de prosseguir políticas públicas baseadas no instinto ou em mero voluntarismo.

Só com políticas públicas objectivas, consistentes com uma estratégia orçamental sustentável e com princípios favoráveis ao florescimento da iniciativa privada, poderemos atrair investimento para a economia portuguesa e ambicionar um crescimento compatível com as nossas necessidades. Sem crescimento económico, os custos sociais da consolidação orçamental serão insuportáveis.

Neste contexto difícil, impõe se ao Presidente da República que contribua para a definição de linhas de orientação e de rumos para a economia nacional que permitam responder às dificuldades do presente e encarar com esperança os desafios do futuro.

Em coerência com o que tenho defendido e com o que está inscrito no meu manifesto eleitoral, entendo que há princípios muito claros de orientação estratégica que Portugal deve assumir. Face à situação em que o País se encontra, há que actuar simultaneamente no domínio estrutural, visando a resolução dos desequilíbrios que têm afectado a economia portuguesa, e no domínio conjuntural, visando mitigar o impacto negativo da actual crise sobre o emprego, sobre as empresas e sobre os Portugueses mais carenciados.

A nível estrutural, e como há muito venho a insistir, temos de apostar de forma inequívoca nos sectores de bens e serviços transaccionáveis. Só com um aumento da afectação de recursos para a produção competitiva conseguiremos iniciar um novo ciclo de desenvolvimento. Este é um desafio que responsabiliza, em primeiro lugar, o Estado e o sistema financeiro. De resto, é fundamental que os Portugueses assimilem, de forma convicta, a necessidade de produzir mais bens que concorram com a produção estrangeira. Um défice externo elevado e permanente é, por definição, insustentável.

Ainda no âmbito da afectação de recursos, é necessário estimular a poupança interna e travar a concessão indiscriminada de crédito, em especial para fins não produtivos e para sustentar gastos públicos. É imperioso reafectar o crédito disponível para as pequenas e médias empresas criadoras de valor económico e de emprego e para as exportações.

Em paralelo, é essencial traçar um caminho que permita o reforço da nossa competitividade e o aumento da produtividade do trabalho e do capital. A perda de competitividade da economia portuguesa é talvez o sintoma mais grave das nossas fragilidades.

Neste contexto, é crucial a realização de reformas estruturais destinadas a diminuir o peso da despesa pública, a reduzir a presença excessiva do Estado na economia e a melhorar o desempenho e a eficácia da administração pública.

Só com uma gestão rigorosa, determinada e transparente das contas públicas será possível um crescimento económico duradouro, a criação de novos e melhores empregos e a consolidação da credibilidade externa. A sustentabilidade das finanças públicas portuguesas é uma questão iniludível para a confiança dos investidores internacionais. Quando a taxa de juro da dívida pública é superior à taxa de crescimento nominal da economia aumenta a exigência em relação ao saldo primário das contas públicas.

É preciso valorizar a iniciativa empresarial e o conceito de empresa como espaço de diálogo e cooperação entre gestores e trabalhadores, captar e manter investimento de qualidade e aproveitar as vantagens comparativas de que Portugal dispõe.

É crucial aprofundar o potencial competitivo de sectores como a floresta, o mar, a cultura e o lazer, as indústrias criativas, o turismo e a agricultura, onde detemos vantagens naturais diferenciadoras. A redução do défice alimentar é um objectivo que se impõe levar muito a sério, tal como a remoção dos entraves burocráticos ao acesso da iniciativa privada à exploração económica do mar.

O futuro da economia portuguesa depende bastante da capacidade de acrescentar valor, de inovar e de incorporar mais conteúdo tecnológico nos nossos produtos. A interligação entre as empresas e os estabelecimentos de ensino superior e centros de investigação é da maior relevância.

Ainda no plano estrutural, é necessário garantir uma fiscalidade mais simples, transparente e previsível, melhorar a qualidade do investimento em formação e qualificação dos recursos humanos, assim como assegurar mais eficiência, credibilidade e rapidez no funcionamento do sistema de justiça. A justiça desempenha um papel crucial no desenvolvimento económico, como fonte de segurança e de previsibilidade, e funciona como referência para a captação de investimento internacional.


Senhor Presidente da Assembleia da República,
Senhoras e Senhores Deputados,

Na actual situação de emergência impõem-se, também, medidas de alcance conjuntural, que permitam minorar os efeitos imediatos da crise e criar o suporte económico e social necessário às transformações estruturais. Exige-se, em particular, um esforço determinado no sentido de combater o flagelo do desemprego.

A expectativa legítima dos Portugueses é a de que todas as políticas públicas e decisões de investimento tenham em conta o seu impacto no mercado laboral, privilegiando iniciativas que criem emprego ou que permitam a defesa dos postos de trabalho.

Por outro lado, é essencial valorizar o papel das empresas e do empreendedorismo, da mesma forma que se celebra, por exemplo, o sucesso dos nossos atletas na obtenção de títulos internacionais.

É importante reconhecer as empresas e o valor por elas criado, em vez de as perseguir com uma retórica ameaçadora ou com políticas que desincentivam a iniciativa e o risco. No actual contexto, são elas que podem criar novos empregos e dar esperança a uma geração com formação ampla e diversificada e que não consegue entrar no mercado de trabalho. São as empresas que podem dinamizar as exportações e contribuir para a contenção do endividamento externo. Não podemos assistir de braços cruzados à saída de empresas do nosso País. Pelo contrário, temos que pensar seriamente no que é que podemos fazer para atrair mais empresas.

O essencial do investimento rentável e virado para os sectores transaccionáveis vem das empresas privadas. Precisamos de valorizar, em particular, quem tem vontade e coragem de inovar e de investir sem precisar dos apoios do Estado.

É especialmente decisivo atrair os jovens para a iniciativa empresarial. O empreendedorismo jovem é hoje uma realidade em desenvolvimento no nosso país que deve ser apoiada para que surjam muitos mais casos de sucesso. Portugal precisa de uma nova vaga de empreendedores. Empreendedores com autonomia do poder político, que não esperem qualquer tipo de protecção ou de favores, cidadãos empenhados na qualidade e na inovação, dispostos a assumir riscos e a competir no mercado global.

Os nossos autarcas, que saúdo nesta ocasião solene, já compreenderam que o poder local adquiriu um novo perfil, a que correspondem novas exigências.

As autarquias podem assumir um papel fulcral na valorização da iniciativa empresarial, na criação de emprego e, genericamente, na resposta às dificuldades económicas e sociais das respectivas regiões.

Para além do contributo em iniciativas de apoio aos mais carenciados, tenho constatado que existe um número crescente de autarcas que estão a reorientar as suas prioridades para o tecido produtivo e para a valorização económica das suas regiões e dos seus recursos. Este é um caminho de futuro e também aquele que poderá ter um impacto mais rápido na economia nacional.

As iniciativas locais de emprego e os investimentos de proximidade são aqueles que podem produzir resultados de forma mais imediata e que melhor podem ser avaliados, reformulados ou reproduzidos.

Urge remover os obstáculos à reabilitação urbana, cujas potencialidades de criação de emprego e de promoção turística, embora há muito reconhecidas, permanecem em larga medida desaproveitadas.

Não podemos privilegiar grandes investimentos que não temos condições de financiar, que não contribuem para o crescimento da produtividade e que têm um efeito temporário e residual na criação de emprego. Não se trata de abandonar os nossos sonhos e ambições. Trata-se de sermos realistas.

As políticas activas de emprego desempenham também um papel importante no combate ao desemprego. A concertação social tem uma responsabilidade particular na definição de políticas de rápido efeito, avaliando resultados, corrigindo erros e servindo a criação efectiva de emprego.

A inovação e a incorporação de conteúdo tecnológico nos bens que produzimos são essenciais. Contudo, não podemos deixar de ver o potencial e a importância dos chamados sectores tradicionais. As vantagens competitivas adquiridas e aprofundadas por estes sectores, bem como a experiência que já têm do mercado internacional, não podem ser desaproveitadas nem vítimas de preconceitos. Estão em causa sectores tipicamente criadores de emprego, contribuintes positivos para a nossa balança externa e que são, além disso, elementos essenciais de coesão social e territorial.

Aumentar a eficiência e a transparência do Estado e reduzir o peso da despesa pública são prioridades não apenas de natureza estrutural, mas também conjuntural.

Realismo, avaliação rigorosa das decisões, justiça na distribuição dos sacrifícios e melhoria do clima de confiança são exigências impostas pelo presente, mas que devemos também às gerações futuras. O caminho é possível, mas não será fácil nem rápido.

Reitero a minha convicção de que está em causa um esforço colectivo. É importante, por isso, que Governo, Assembleia da República e demais responsáveis políticos assumam uma atitude inclusiva e cooperante, que seja também factor de confiança e de motivação para os nossos cidadãos. A estabilidade política é uma condição que deve ser aproveitada para a resolução efectiva dos problemas do País. Seria desejável que o caminho a seguir fosse consubstanciado num programa estratégico de médio prazo, objecto de um alargado consenso político e social.

Espero que todos os agentes políticos e poderes do Estado e os agentes económicos e financeiros estejam à altura das dificuldades do momento e dêem sentido de futuro aos sacrifícios exigidos aos Portugueses.

Da União Europeia devemos esperar não apenas que assegure a estabilidade e a sustentabilidade da Zona Euro, mas também que desenvolva uma estratégia comum e solidária que promova o crescimento, o emprego e a coesão.


Senhor Presidente da Assembleia da República,
Senhoras e Senhores Deputados,

A nossa sociedade não pode continuar adormecida perante os desafios que o futuro lhe coloca. É necessário que um sobressalto cívico faça despertar os Portugueses para a necessidade de uma sociedade civil forte, dinâmica e, sobretudo, mais autónoma perante os poderes públicos.

O País terá muito a ganhar se os Portugueses, associados das mais diversas formas, participarem mais activamente na vida colectiva, afirmando os seus direitos e deveres de cidadania e fazendo chegar a sua voz aos decisores políticos. Este novo civismo da exigência deve construir-se, acima de tudo, como um civismo de independência face ao Estado.

Em vários sectores da vida nacional, com destaque para o mundo das empresas, emergiram nos últimos anos sinais de uma cultura altamente nociva, assente na criação de laços pouco transparentes de dependência com os poderes públicos, fruto, em parte, das formas de influência e de domínio que o crescimento desmesurado do peso do Estado propicia.

É uma cultura que tem de acabar. Deve ser clara a separação entre a esfera pública das decisões colectivas e a esfera privada dos interesses particulares.

Os cidadãos devem ter a consciência de que é preciso mudar, pondo termo à cultura dominante nas mais diversas áreas. Eles próprios têm de mudar a sua atitude, assumindo de forma activa e determinada um compromisso de futuro que traga de novo a esperança às gerações mais novas.

É altura dos Portugueses despertarem da letargia em que têm vivido e perceberem claramente que só uma grande mobilização da sociedade civil permitirá garantir um rumo de futuro para a legítima ambição de nos aproximarmos do nível de desenvolvimento dos países mais avançados da União Europeia.

Esta é uma tarefa de todos, cada um tem de assumir as suas próprias responsabilidades. É essencial que exista uma união de esforços, em que cada português se sinta parte de um todo mais vasto e realize o quinhão que lhe cabe.

Necessitamos de recentrar a nossa agenda de prioridades, colocando de novo as pessoas no fulcro das preocupações colectivas. Muitos dos nossos agentes políticos não conhecem o país real, só conhecem um país virtual e mediático. Precisamos de uma política humana, orientada para as pessoas concretas, para famílias inteiras que enfrentam privações absolutamente inadmissíveis num país europeu do século XXI. Precisamos de um combate firme às desigualdades e à pobreza que corroem a nossa unidade como povo. Há limites para os sacrifícios que se podem exigir ao comum dos cidadãos.

A pessoa humana tem de estar no centro da acção política. Os Portugueses não são uma estatística abstracta. Os Portugueses são pessoas que querem trabalhar, que aspiram a uma vida melhor para si e para os seus filhos. Numa República social e inclusiva, há que dar voz aos que não têm voz.

No momento que atravessamos, em que à crise económica e social se associa uma profunda crise de valores, há que salientar o papel absolutamente nuclear da família. A família é um espaço essencial de realização da pessoa humana e, em tempos difíceis, constitui o último refúgio e amparo com que muitos cidadãos podem contar. A família é o elemento agregador fundamental da sociedade portuguesa e, como tal, deve existir uma política activa de família que apoie a natalidade, que proteja as crianças e garanta o seu desenvolvimento, que combata a discriminação dos idosos, que aprofunde os elos entre gerações.

O exercício de funções públicas deve ser prestigiado pelos melhores, o que exige que as nomeações para os cargos dirigentes da Administração sejam pautadas exclusivamente por critérios de mérito e não pela filiação partidária dos nomeados ou pelas suas simpatias políticas.

A coesão entre as gerações representa um importante activo de que Portugal ainda dispõe. Os jovens não podem ver o seu futuro adiado devido a opções erradas tomadas no presente. É nosso dever impedir que aos jovens seja deixada uma pesada herança, feita de dívidas, de encargos futuros, de desemprego ou de investimento improdutivo.

O exemplo que temos de dar às gerações mais novas é o exemplo de uma cultura onde o mérito, a competência, o trabalho e a ética de serviço público sejam valorizados. Entre as novas gerações, Portugal dispõe de recursos humanos altamente qualificados. Se nada fizermos, os nossos melhores jovens irão fixar-se no estrangeiro, processo que, aliás, já começa a tornar-se visível.

É fundamental que a sociedade portuguesa seja despertada para a necessidade de um novo modo de acção política que consiga atrair os jovens e os cidadãos mais qualificados. O afastamento dos jovens em relação à actividade política não significa desinteresse pelos destinos do País; o que acontece, isso sim, é que muitos jovens não se revêem na actual forma de fazer política nem confiam que, a manter-se o actual estado de coisas, Portugal seja um espaço capaz de realizar as suas legítimas ambições. Precisamos de gestos fortes que permitam recuperar a confiança dos jovens nos governantes e nas instituições.

Seria extremamente positivo que os jovens se assumissem como protagonistas da mudança, participando de forma construtiva, e que as instituições da nossa democracia manifestassem abertura para receber o seu contributo. A geração mais jovem deve ser vista como parte da solução dos nossos problemas.

Numa sociedade que valoriza o mérito, a educação é o elemento-chave da mobilidade social. Aqueles que dispõem de menores recursos, mas que revelem méritos e capacidades, têm de ser apoiados, para que não se aprofundem situações intoleráveis de desigualdade entre os Portugueses.

Temos de despertar toda a sociedade para a importância do investimento na excelência da nossa educação. Todos os estabelecimentos de ensino que se destaquem pelos seus resultados têm de merecer o reconhecimento da sociedade e do Estado. Só assim se cumprirá o ideal de premiar o mérito que norteou a nossa República centenária.


Senhor Presidente da Assembleia da República,
Senhoras e Senhores Deputados,

Ao tomar posse como Presidente da República, estou firmemente convicto de que existem razões de esperança para o nosso País.

Ao longo da sua História, Portugal viveu dificuldades e, com coragem, determinação e vontade de vencer, foi capaz de ultrapassá-las.

Logo a seguir à revolução do 25 de Abril, a sociedade civil deu uma prova excepcional da sua vitalidade na forma como acolheu, sem convulsões, quase um milhão de Portugueses que regressaram de África, em condições extremamente difíceis. Graças ao apoio das famílias e de diversas instituições, a sua integração no País processou-se sem sobressaltos de maior, apoiada naquela que é uma das melhores qualidades do nosso povo: a capacidade que revela para, nas horas difíceis, dar provas de um espírito de solidariedade e de entreajuda que é absolutamente extraordinário. Esse espírito é nosso, é único, é o espírito de Portugal.

Todos os dias, encontramos esse espírito solidário nas diversas campanhas de apoio aos mais desfavorecidos. Os jovens participam nessas campanhas como voluntários, aos milhares. Sem nada pedirem em troca, sem pensarem em cargos ou proveitos para si próprios. Aos jovens, que nos dão tantas lições de vida, quero deixar aqui, neste dia, o testemunho da minha admiração mais profunda.

Temos jovens talentosos que ombreiam com os melhores do mundo, em inovação empresarial, em qualidade académica e científica, em criatividade artística e cultural. Há uma nova geração que ganha sucessivos prémios nas mais diversas áreas da investigação, que assume papéis de liderança nos mais variados projectos, que participa com grande entusiasmo e admirável generosidade em acções de voluntariado social ou nas campanhas de defesa do ambiente.

Os nossos jovens movem-se hoje à escala planetária com uma facilidade que nos surpreende. Cidadãos do mundo, familiarizados com as novas tecnologias e a sociedade em rede, dispõem de um capital de conhecimento e de uma vontade de inovação que são admiráveis. Muitos dos académicos, investigadores, profissionais de sucesso e jovens empresários que trabalham no estrangeiro aspiram a regressar ao seu país, desde que possuam condições para aqui fazerem florescer as suas capacidades. Temos de aproveitar o enorme potencial desta nova geração e é nela que deposito a esperança de um Portugal melhor.

Foi especialmente a pensar nos jovens que decidi recandidatar-me à Presidência da República. A eles dediquei a vitória que os Portugueses me deram. Agora, no momento em que tomo posse como Presidente da República, faço um vibrante apelo aos jovens de Portugal: ajudem o vosso País!

Façam ouvir a vossa voz. Este é o vosso tempo. Mostrem a todos que é possível viver num País mais justo e mais desenvolvido, com uma cultura cívica e política mais sadia, mais limpa, mais digna. Mostrem às outras gerações que não se acomodam nem se resignam.

Sonhem mais alto, acreditem na esperança de um tempo melhor. Acreditem em Portugal, porque esta é a vossa terra. É aqui que temos de construir um País à altura das nossas ambições. Estou certo de que, todos juntos, iremos vencer.

Obrigado.

sábado, janeiro 08, 2011

CAVACO SILVA EM ALMADA

O professor Cavaco Silva esteve esta manhã em Almada e claro que tinha de estar presente, afinal não é todos os dias que posso ver o Presidente da República, um homem que admiro à muitos anos e que terá sempre o meu apoio e o meu voto.

Cavaco Silva junto ao Café Central em Almada

Diogo, o meu filho estava radiante por ver o Presidente.
E não descansou enquanto não chegou perto de Cavaco,
pediu-lhe um autógrafo e foi bem sucedido.


sexta-feira, outubro 15, 2010

LOS 33

Os mineiros – 32 chilenos e um boliviano, com idades entre os 19 e os 63 anos – estão, em geral, de boa saúde. Infecções dentárias foram o problema mais comum encontrado pelos médicos, após os primeiros exames, feitos logo depois do salvamento. A um dos homens foi diagnosticada uma pneumonia.

O resgate deu-se com uma cadência quase de relógio, repetida 33 vezes de forma idêntica e seguida em directo em todo o mundo: a cápsula Fénix (com 54 centímetros de diâmetro e pintada com as cores do Chile) descia até ao fundo da mina, um dos mineiros entrava com o auxílio da equipa de seis socorristas, e a subida, nos casos mais rápidos, durava menos de dez minutos.
À chegada à superfície, cada mineiro era aguardado pela família e saudado com palmas e gritos. Muitas vezes ouviram-se “vivas” pelo Chile. Os abraços aos familiares, aos amigos e aos elementos da equipa de socorro foram capturados ao detalhe pelas muitas câmaras e pelos milhares de jornalistas no local.

Os mineiros saíam da cápsula de óculos escuros (para evitar a exposição à luz depois de mais de dois meses debaixo de terra), quase todos de barba feita ou aparada, e alguns de cabelo recém-cortado. Depois dos primeiros momentos com a família, eram transportados para observação médica.

Piñera fez um discurso final no local do resgate. "Hoje, o Chile é um país diferente do que era há 69 dias", afirmou. Deu os mineiros como um exemplo, referiu-se ao salvamento como "um milagre" e agradeceu depois a solidariedade dos presidentes de vários países sul-americanos, entre os quais o brasileiro Lula da Silva e o boliviano Evo Morales.

Já em inglês, disse "ter a certeza" de que o Chile era agora "um país mais respeitado". "Estou muito orgulhoso de ser o presidente do Chile neste ano, em que tivemos tantas adversidades", disse ainda, lembrando o terramoto de Fevereiro. Os 33 mineiros estiveram encerrados a cerca de 700 metros de profundidade desde 5 de Agosto, na sequência de uma derrocada.

Ouvi alguém dizer que era um milagre de Deus, algo que me deixa profundamente revoltado. Sempre que algo de bom acontece é obra de Deus, mas quando acontece uma tragédia onde estava Deus???
Eu chamo a isto milagre da tecnologia, da capacidade de trabalho e de resistência. Tudo o que aconteceu foi fruto do trabalho do homem, nenhum mineiro sairia com vida da mina se estivessem à espera da ajuda Divina.

Agora segue-se o estrelato, o aproveitamento da situação, os oportunistas e o negócio.

Convites do Real Madrid e do Manchester United
Várias equipas de futebol emocionaram-se com o drama dos 33 mineiros e, para os animar, chamaram-nos para assistir a um jogo. Os primeiros convites chegaram do Real Madrid e do Manchester United. O presidente da equipa espanhola, Florentino Pérez, disse que os mineiros chilenos são “um orgulho e um símbolo de resistência para todos”. As próximas viagens dos 33 terão como destino os estádios Santiago Bernabéu, e Old Trafford, mas não só.

Cruzeiro pelas ilhas gregas
Uma empresa grega ligada às minas convidou os mineiros chilenos para visitar a Grécia e fazer um cruzeiro pelas ilhas do país, uma homenagem que pretende proporcionar-lhes bons momentos após os dias de angústia que viveram.

iPod e outras danças
O director da Apple, Steve Jobs, considerou que a música será uma boa forma de animar os mineiros e envio-lhes leitores multimédia iPod topo de gama. E Adriana Barrientos, dançarina e streaper que é uma celebridade no Chile, diz que quer dançar para os mineiros e preparar uma festa.

Dinheiro e popularidade
O empresário chileno Leonardo Farkas anunciou ainda antes do resgate a entrega de um cheque de 9000 euros a cada um dos mineiros. A este dinheiro poderão juntar-se, mais tarde, as indemnizações de resultarem das acusações contra a empresa proprietária da mina por falhas de segurança.

Cantar Elvis e visitar Graceland
Edson Peña, o 12º mineiro a ser resgatado, é fã de Elvis Presley e conta-se que, no fundo da mina, aliviava a angústia a cantar as suas músicas. Agora que chegou à superfície foi convidado a visitar a mansão do rei em Graceland, Memphis, onde visitará o museu e terá oportunidade para recordar o seu ídolo.

32.000 euros em troca de exclusivo
A história dos 33 mineiros dará certamente origem a filmes e romances, mas há uma corrida para contar a sua história em primeira mão. A revista alemã “Bild” enviou a um dos mineiros um contrato de 32.000 euros para que este prestasse declarações durante 72 horas, adiantou o “El País”. Não é referido o destinatário do contrato, que terá sido assinado ainda antes do resgate.

Javier Bardem no papel de mineiro
Não era difícil imaginar que a história dos mineiros iria atrair os holofotes de Hollywood. O actor espanhol Javier Barden, que contracena com Júlia Roberts em “Comer, Orar, Amar”, actualmente em exibição, foi dos primeiros a ser convidado. Os produtores norte-americanos estão a tentar reunir o mais rapidamente possível o grupo de actores que entrará no filme, e não é só nos EUA que está a ser preparada a passagem para o grande ecrã da história dos 33. No Chile, o realizador Rodrigo Ortúzar irá gravar “Los 33”, que deverá estrear em 2012.

segunda-feira, setembro 13, 2010

LADY GAGA - A NOVA RAINHA DO POP



Lady Gaga foi a grande vencedora dos prémios MTV, acabando com oito dos 13 troféus entregues na madrugada desta segunda-feira, em Nova Iorque, tornando-se assim na artista feminina a ganhar maior número de galardões numa só edição na história dos MTV Video Awards.

A cantora pop estava nomeada para um número recorde de galardões e a verdade é que acabou por não vencer apenas na Direção Artística - Florence and the Machine ("Dog Days Are Over"), Melhor Cinematografia - "Empire State of Mind", de Alicia Keys e Jay-Z - , e Melhores Efeitos Especiais - Muse, com "Uprising".

Lady Gaga não surpreendeu e surgiu vestida de forma arrojada para levar tudo para casa.

No desfile particular, a nova-iorquina integrou uma criação a recordar o ensaio fotográfico para uma revista japonesa que protagonizou com carne crua, e aproveitou para revelar o título do seu próximo disco: "Born This Way".

segunda-feira, junho 07, 2010

CAMPEÃO


Parabéns ao meu amigo Ricardo Correia (Santana F.C.),
Campeão de Futsal da Associação de Futsal de Lisboa.

domingo, abril 11, 2010

POLÓNIA ESTÁ DE LUTO


O presidente da Polónia, Lech Kaczynki, morreu, este sábado, quando o avião Tupolev 154 onde seguia se despenhou em Smolensk, na Rússia. Além de Kaczynki, morreram mais 95 pessoas no acidente.

O número oficial de vítimas só foi revelado pelas autoridades russas ao final da manhã: 96 mortos, 88 dos quais, membros da delegação polaca.

Uma fonte das forças de segurança russas, citada pela agência noticiosa RIA Novosti, afirmou que «um erro da tripulação no momento das manobras de aproximação à pista para aterragem terá estado na origem da catástrofe». Aparentemente, as autoridades russas propuseram à tripulação do Tupolev que aterrassem em Minsk ou em Moscovo devido às condições meteorológicas adversas (nevoeiro denso), mas o piloto decidiu manter a aterragem em Smolensk. A agência Interfax avança que o avião acabou por se despenhar à quarta tentativa de aterragem.

Além do chefe de Estado, outras importantes figuras polacas seguiam a bordo do avião, nomeadamente o governador do Banco Central, o máximo responsável do Exército e o chefe da administração presidencial.

Todos eles se deslocavam à Rússia para participar numa cerimónia de homenagem às vítimas do massacre de Katyn, em 1941, quando os soviéticos assassinaram milhares de polacos.


sábado, março 27, 2010

DIA MUNDIAL DO TEATRO

O Teatro nasceu na Antiga Grécia, mais propriamente em Atenas.
Hoje celebra-se um pouco por todo o mundo este dia, por cá peças a preços simbólicos ou com entrada livre, homenagens e condecorações a gente do teatro, debates, concertos e Dj sets são algumas das iniciativas previstas para celebrar o Dia Mundial do Teatro.

sexta-feira, março 19, 2010

DIA DO PAI

O Dia do Pai constitui uma homenagem aos pais de todo o mundo. Em Portugal o Dia do Pai celebra-se a 19 de Março, o Dia dedicado a São José, pai de Jesus. A criação de um dia de homenagem aos pais terá acontecido nos Estados Unidos quando Sonora Luise pretendia um dia especial para homenagear o seu pai, William Smart, um veterano da Guerra Civil que ficou viúvo quando sua esposa deu à luz ao seu sexto filho.



Eu dedico este dia ao meu Pai e aos meus filhos.

segunda-feira, março 15, 2010

MAR DE PAIXÃO

Confesso que não sou grande adepto de novelas portuguesas, excepto da "Vingança", mas estreou hoje na TVI uma nova novela de Patrícia Muller que tem todos os ingredientes para agradar ao público. Tem um leque de actores de qualidade e uma história mágica.
Chama-se MAR DE PAIXÃO, baseia-se muito na actividade piscatória, bem tradicional portuguesa. Conta com 2 grandes destaques, Rogério Samora e Paula Lobo Antunes. Participação especial de Eunice Muñoz.





Paula Lobo Antunes é, uma vez mais, a protagonista, no papel de Benedita (mestre de uma traineira). Um desempenho forte, já que a sua personagem começa por salvar o personagem de José Carlos Pereira, perdido no mar no meio de uma tempestade nos Açores.
Este pede Carminho (Sara Salgado), filha do personagem de Rogério Samora em casamento, prometendo um ao outro os seus corações.
Mas Benedita acaba por ter um problema cardíaco e acaba por receber o coração de Carminho, após esta sofrer um acidente mortal.
Por aqui se começa a adivinhar que os caminhos de Paula Lobo Antunes e José Carlos Pereira estarão destinados a encontrar-se.

Uma novela romântica, com belas paisagens, com defesa do ambiente, onde existirá uma forte relação com um golfinho (um animal robótico feito nos EUA e Espanha).

segunda-feira, março 08, 2010

ÓSCARS - A GRANDE NOITE DO CINEMA


Melhor Filme


"Estado de Guerra" bateu "Avatar" na 82.ª atribuição dos Oscares, arrebatando melhor realização e filme. Bridges e Bullock venceram a concorrência na interpretação, numa cerimónia apresentada pela dupla Steve Martin/Alec Baldwin.

Tom Hanks subiu depois ao palco para anunciar o melhor filme e não fez qualquer suspense: «Estado de Guerra» bateu de novo «Avatar» e Kathryn Bigelow - que já foi casada com Cameron - teve de voltar ao palco. Avatar ficou assim sem os principais Oscares da noite, ficando-se mesmo por categorias técnicas.


Melhor Realizador

A primeira mulher na história do cinema a conquistar o Óscar de melhor realizador não teve dúvidas em considerar aquele, «o momento de uma vida».
«Não há outra forma de descrever isto: é o momento de uma vida», começou por afirmar Kathryn Bigelow, quando subiu ao palco do Kodak Theatre para receber o prémio de melhor realizador.
«Antes de mais, é extraordinário estar na companhia de tão poderosos cineastas – os meus colegas nomeados – que me inspiraram, alguns dos quais, eu admiro há décadas».
Por fim, Kathryn Bigelow aproveitou para «dedicar este filme aos homens e mulheres que arriscam a sua vida diariamente no Iraque e no Afeganistão e em todo o mundo».


Melhor Actriz
Sandra Bulloc
k venceu o Óscar para melhor actriz, pelo desempenho em Um Sonho Possível. A actriz já tinha vencido há uns dias com a comédia All About Steve o prémio para pior actriz do ano entregue pelos Razzies.
«Mereci, de facto, ou só ganhei pelo cansaço», perguntou Bullock.


Melhor Actor
Ao fim de 40 anos de carreira, Jeff Bridges viu o seu talento finalmente reconhecido pela Academia e num discurso bem ao estilo de Dude - uma das suas personagens mais famosas - agradeceu aos pais por o terem «orientado para uma profissão tão fixe».




O grande derrotado da noite, foi AVATAR.